As bicicletas elétricas deixaram de ser um item de nicho e passaram a integrar a rotina de milhares de brasileiros. O avanço do trânsito urbano, o aumento das tarifas do transporte coletivo e a busca por alternativas mais baratas e sustentáveis aceleraram a presença desse modal nas ruas.
Com motor de assistência ao pedal, as chamadas e-bikes permitem percorrer maiores distâncias com menos esforço físico, tornando-se opção cada vez mais comum para deslocamentos diários, trabalho por aplicativo e lazer.
Mercado em expansão no Brasil
Estudos de mercado apontam crescimento contínuo do setor. Uma análise recente estima que o mercado brasileiro de bicicletas elétricas pode movimentar cerca de US$ 23,1 milhões em 2026, com expansão gradual até 2031.
Outro levantamento projeta mercado de US$ 1,9 bilhão até 2034, impulsionado por tecnologia, mobilidade compartilhada e maior demanda por transporte limpo.
O que impulsiona o crescimento
Especialistas apontam alguns fatores principais:
- alta no custo do combustível;
- tarifas elevadas de ônibus e metrô;
- congestionamentos diários;
- busca por economia mensal;
- preocupação ambiental;
- crescimento de entregas urbanas;
- avanço das ciclovias em grandes cidades.
Regras no Brasil
No país, a Resolução 996/2023 do Contran estabelece critérios para bicicletas elétricas. Equipamentos enquadrados como bicicleta elétrica precisam ter pedal assistido, potência limitada e velocidade máxima determinada para circulação como bicicleta comum.
Cidades aderem ao modelo
Sistemas públicos e privados de compartilhamento também ajudam a popularização. Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e outras cidades contam com programas de bicicletas urbanas e parte da frota já utiliza modelos elétricos ou híbridos.
Economia no bolso
Para muitos usuários, a conta é simples: recarga elétrica custa menos do que combustível ou passagens frequentes. Além disso, manutenção tende a ser inferior à de motocicletas e carros.
Desafios ainda existentes
Apesar do avanço, ainda existem obstáculos:
- furtos e roubos;
- falta de ciclovias contínuas;
- preço inicial elevado;
- recarga em apartamentos;
- pouca infraestrutura em cidades médias.
Mesmo assim, a tendência é de crescimento contínuo nos próximos anos.
*Da Agência Fonte Exclusiva







