Atriz brilhou nos palcos, na TV, no cinema e morreu na noite desta segunda-feira (4); no Rio de Janeiro;
Da redação
A atriz Rogéria, de 74 anos, morreu na noite desta segunda-feira (4) após ser internada em um hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
No dia 13 de julho, ela também foi hospitalizada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Clínica Pinheiro Machado.
Na ocasião, com quadro de infecção urinária e entubada, na tarde do dia seguinte ao ser constatada uma pneumonia tinha apresentado melhora, chegando a receber alta.
A GRANDE INTÉRPRETE
Rogéria cantava e interpretava muito bem. No vídeo abaixo é possível conferir uma de suas apresentações no Imperator, no Rio de Janeiro, em 2016.
Vídeo:
[vsw id=”https://www.youtube.com/watch?v=X_trZFDiAaQ” source=”youtube” width=”630″ height=”344″ autoplay=”no”]
Show apresentado no projeto “Quartas Brasileiras” “Teatro de Revista”, Mais de 100 anos de “Causos & Canções” com as “Musas” Rogéria e Jane Di Castro – no Centro Cultural João Nogueira – Fonte: Youtube
CARREIRA NOS PALCOS
Nascida Astolfo Barroso Pinto, Rogéria era a mais antiga transformista em atividade no Brasil.
Ao lado de travestis pioneiras do país, como Jane di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Brigitte de Búzios e Marquesa, esta morta em 2015, Rogéria foi homenageada pela atriz e diretora Leandra Leal no documentário Divinas Divas, premiado no Festival do Rio do ano passado.
As atrizes se apresentavam no Teatro Rival, na Cinelândia (centro da cidade), que pertence à família de Leandra Leal há várias gerações.
O PARTO EM CANTAGALO
Batizado como Astolfo Pinto em 1943, ele nasceu na cidade de Cantagalo, na Região Serrana do Rio. Ainda na adolescência, homossexual assumido, Astolfo virou transformista e começou a trabalhar como maquiadora, ainda com o nome masculino, na extinta TV Rio.
Frequentava o auditório da Rádio Nacional. O nome Rogéria surgiu em 1964, quando venceu um concurso de fantasias no carnaval daquele ano.
Convivendo com atores na TV Rio, se sentiu estimulada a interpretar e estreou nos palcos em maio de 1964, em um show de travestis na Galeria Alaska, então reduto gay de Copacabana.
ATUAÇÃO NA TV E NO CINEMA
Ela atuou em dezenas de shows, peças teatrais e programas de televisão, muitas vezes como jurada nos programas de Chacrinha, Luciano Huck e outros apresentadores, e participou de 11 filmes brasileiros.
Rogéria também atuou em novelas como Tieta (1989), Paraíso Tropical (2007) e A Força do Querer (2017), sua última participação na TV e, no teatro, recebeu o Troféu Mambembe em 1979 pelo espetáculo que fez ao lado de Grande Otelo.
Em 2016, foi lançada sua biografia, Rogéria – uma Mulher e Mais um Pouco, de autoria de Márcio Paschoal.
SEPULTAMENTO
O corpo da atriz será velado nesta terça-feira (5), a partir das 11h, no Teatro João Caetano no centro do Rio de Janeiro.
Nas duas primeiras horas, a cerimônia vai ser fechada para parentes e amigos e, em seguida, das 13h às 18h, o acesso será aberto ao público.
O enterro está marcado para quarta-feira (6), no município de Cantagalo.
*Agência VIU! com EBC








