Robert Redford, ator, cineasta, ativista ambiental e principal impulsionador do cinema independente nos Estados Unidos, morreu nesta terça-feira (16/09) aos 89 anos em sua casa em Sundance, Utah. A informação foi confirmada por sua assessoria, que destacou que ele estava “cercado por aqueles que amava”. A causa da morte não foi divulgada.
Redford tornou-se um ícone do cinema a partir dos anos 1960, com filmes que marcaram gerações, como Butch Cassidy (1969), ao lado de Paul Newman, Todos os Homens do Presidente (1976) e Golpe de Mestre (1973), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. Como diretor, venceu o Oscar de Melhor Diretor e Melhor Filme por Gente Como a Gente (1980).
Além de sua carreira nas telas, Redford dedicou-se a criar espaços para vozes fora do mainstream hollywoodiano. Em 1981, fundou o Instituto Sundance – nome inspirado em seu personagem em Butch Cassidy –, que mais tarde daria origem ao Festival Sundance, principal vitrine do cinema independente no mundo. O festival revelou talentos como Quentin Tarantino, Steven Soderbergh e o brasileiro Walter Salles, cujo Central do Brasil foi apoiado pelo instituto.
Em declaração à imprensa em 2018, ao lançar Um Ladrão Com Estilo, que considerou seu último filme como ator, Redford refletiu:
“Sempre acreditei na palavra ‘independência’. Foi isso que me levou a criar uma categoria que apoiasse artistas que não tinham chance de ser ouvidos.”
Redford recebeu um Oscar honorário em 2002 por sua contribuição ao cinema. Seu legado como intérprete, diretor e incentivador de novas narrativas permanece como uma das mais influentes trajetórias da história do cinema.
Da Agência Fonte Exclusiva.








