A doméstica diagnosticada com câncer, que teve o benefício cortado no INSS; previdência é uma máquina de extermínio de pobres
A doméstica Regina Wenceslau foi diagnosticada com um câncer no pulmão. Trabalhando com carteira assinada, conseguiu uma pensão provisória do INSS para manter suas despesas durante o tratamento.
Como beneficiária ficaria afastada do trabalho por um período razoável, pois teria que passar por uma cirurgia.
A primeira fase do tratamento foi tranquila. A cirurgia transcorreu bem, mas vinha o período de recuperação. Passada esta fase ainda não se sentia segura para voltar ao trabalho. Ainda se queixava de dores.
O perito do INSS, no entanto, apesar das recomendações do laudo médico recomendar o contrário, disse que ela estava apta para retomar as atividades e emitiu parecer pelo corte do benefício.
Sem trabalhar e sem a pensão do INSS, a paciente passou a enfrentar, além de problemas de saúde, dificuldades financeiras. Com o agravamento das dores, ela voltou a ser internada. O médico diagnosticou uma metástase. Ou seja, o câncer havia se espalhado pelo corpo.
O perito do INSS nunca prestou atenção aos laudos. Cumpriu apenas a rotina recomendada pelo governo, que é o de cortar benefícios e evitar a concessão de aposentadorias aos desvalidos. A paciente estava internada no Hospital Alvaro Alvim, na cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense e morreu nesta madrugada (06/04). Mais uma vítima do mandante Michel Temer e do perito executor.
O INSS, que deveria prestar assistência, transformou-se numa máquina executora de pobres. Mata os necessitados para alimentar a gula do mercado financeiro. Nesta hora todo brasileiro com um mínimo de sensibilidade não resiste a tentação de gritar: fora Temer!
*Atualizada às16h19min do dia 06/04/2017








