*Com EBC
A partir desta quarta-feira (26), os supermercados do Estado do Rio de Janeiro estarão proibidos de oferecer sacolas plásticas descartáveis aos clientes.
Os estabelecimentos deverão oferecer sacolas confeccionadas com materiais recicláveis e biodegradáveis. A medida é uma exigência da lei 8.006/18, aprovada pela Assembleia Legislativa (Alerj) no ano passado.
A determinação começa a valer nesta quarta-feira apenas para grandes empresas. As pequenas e micro terão mais seis meses para se adaptar.
Em artigo publicado no Portal VIU! nesta segunda-feira (24), o professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Marcos Pedlowski alerta sobre o efeito do plástico na poluição ambiental. Segundo ele, 90% do lixo produzido no mundo é composto por materiais feitos à base deste material.
Para conscientizar os consumidores sobre o malefício que as sacolas plásticas trazem para o meio ambiente e incentivar a mudança de hábito, a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) lançou nesta segunda-feira a campanha Desplastifique Já!
O presidente da Asserj, Fábio Queiróz, admite que a maioria dos supermercados vai repassar o custo da sacola biodegradável para o consumidor, porque a lei não determina a gratuidade.
“A partir de amanhã as sacolas plásticas brancas, convencionais, não estarão mais nas nossas lojas e serão substituídas por sacolas compostas por, no mínimo, 51% de recursos renováveis, como a cana-de-açúcar, com resistência de 4kg, 7kg ou 10kg, e que suportarão de 20 a 50 idas ao supermercado. Mas faço um apelo: adote uma bolsa para ir ao supermercado, de lona, de ráfia, essa é a solução”, disse.
Como parte da campanha educativa e regra de transição, os associados da Asserj fizeram um acordo para ceder aos consumidores, de forma gratuita, as primeiras duas sacolas feitas de material reciclável.
As sacolas serão gratuitas durante o período de seis meses.
“As sacolas novas terão capacidade de ir e voltar aos supermercados de 20 a 50 vezes, não há mais motivos para colocar duas sacolas numa só compra, para toda compra consumir sacolas plásticas. O importante é a redução do consumo desse item”, destaca Queiroz.
Ele acredita que, com isso, seja possível oferecer mais promoções aos consumidores. Somente quem usar a sacola plástica pagará por ela, o que deverá tirar esse ingrediente do custo operacional das empresas.
ENTENDA A LEGISLAÇÃO
O projeto de lei nº 69/19, de autoria do deputado Carlos Minc, prevê o recolhimento das sacolas descartáveis dos estabelecimentos comerciais, na proporção de 40% no prazo de um ano, e a substituição delas por outras que sejam compostas de pelo menos 51% de material de fonte renovável, como o bioplástico produzido de cana-de-açúcar ou milho.
Segundo reportagem da Agência Brasil, o estado do Rio de Janeiro consome 4 bilhões de sacolas plásticas por ano.
Na semana passada, a Alerj aprovou novo regramento sobre a questão, mas o texto ainda aguarda sanção do governador Wilson Witzel.








