(IMAGEM FORTE) Miguelzinho Seropédica foi executado em uma padaria na manhã deste domingo (11); Leia mais:
A Polícia do Rio está investigando o assassinato do ex-candidato a prefeito de Seropédica (RJ), Miguel Angelo Steffan de Souza, de 51 anos, também conhecido como “Miguelzinho Seropédica”.
Miguelzinho foi executado a tiros na manhã deste domingo (11), enquanto conversava em uma padaria do município da Baixada Fluminense. Há indícios de crime político.
De acordo com o jornal O DIA, é o segundo político morto em Seropédica em menos de três semanas.
EX-SUBSECRETÁRIO DE OBRAS TAMBÉM FOI EXECUTADO EM PADARIA
No dia 25 de outubro, Rafael de Siqueira Cardoso, também conhecido como “Rafael 39”, de 37 anos, foi assassinado a tiros. Ele também estava em uma padaria quando foi executado.
Cardoso era empresário no ramo de extração e transporte de minerais. Disputou um mandato na Câmara de Vereadores pelo PDT em 2016, ficando como primeiro suplente de sua coligação, chegando a atuar temporariamente como Subsecretario de Obras do município da Baixada Fluminense.
MIGUELZINHO FAZIA OPOSIÇÃO AO PREFEITO E DENUNCIAVA CRIMES DE MILICIANOS
Já Miguelzinho era um forte opositor do atual prefeito da cidade, Anabal Barbosa (PDT). Fazia denúncias contra o governo per meio de suas redes sociais. Sua última postagem foi no sábado (10), véspera de sua execução:
“Governo contrata mas não paga! Dezenas de chefes de família estão sem levar o sustento para casa, pois o digníssimo gestor dessa zona chamada Prefeitura, não pagou aos humildes funcionários!”, escreveu em sua página no Facebook.
De acordo com o site G1, em julho deste ano, a Câmara de Vereadores chegou a abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias contra o governo. O ex-candidato também denunciava crimes da milícia que atua em Seropédica, embora evitasse usar a palavra.
Na ocasião da morte de “Rafael 39”, Miguel fez um post em em sua página no Facebook: “Deram fim de arquivo”. No post, ele explicou que o atual governo teria feito um acordo com Rafael para que “algum candidato eleito a vereador da base do governo” fosse “nomeado a secretário, abrindo assim uma vaga e fazendo com que Rafael deixasse de ser suplente para assumir o mandato”. No entanto, com o não cumprimento do acordo, Rafael acabou nomeado temporariamente como subsecretário de Obras de Seropédica e “subordinado a Pierre Alexandre (laranja do Waguinho e do Felipe)”, o que o teria deixado frustrado e o motivado a deixar o cargo.
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Fonte: Facebook
De acordo com o ex-candidato a prefeito, o assassinato então teria ocorrido porque “Rafael era o arquivo vivo de inúmeras coisas erradas dentro do governo”.
EX-CANDIDATO A PREFEITO FICOU EM TERCEIRO LUGAR NA DISPUTA DE 2016
Miguelzinho foi candidato à prefeitura da cidade em 2016 pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB), terminando em terceiro lugar, com 7.65% dos votos. O vencedor foi Anabal Barbosa.
No mesmo ano da última eleição para a prefeitura da cidade, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, demonstrou preocupação com assassinatos envolvendo políticos e pré-candidatos às eleições da Baixada Fluminense. Na ocasião, o ministro falou que é “preocupante a reiteração de crimes dessa natureza, razão pela qual esses homicídios devem ser investigados”.
A declaração do ministro aconteceu no contexto de 14 assassinatos políticos em 9 meses, dentre eles 12 por motivação política, segundo a Polícia Civil. A primeira daquela série de assassinatos foi a do vereador Luciano DJ, também em Seropédica. Ele seria vice na chapa de Miguel nas eleições do ano seguinte.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança da região que possam ajudar na identificação dos criminosos. Ainda não há informações sobre a data e local de enterro de Miguel.








