Cerca de 200 sócios contribuintes da sede praiana do Clube Comary, localizada em Rio das Ostras, no litoral do Rio de Janeiro, preparam-se para ingressar com uma ação coletiva contra a presidência da instituição. A medida judicial é uma resposta direta à polêmica decisão de fechar a unidade para o uso dos associados e, em seguida, alugar o espaço para uma escola particular.
A notícia do fechamento da sede, um tradicional ponto de encontro e lazer para a comunidade local e veranistas, gerou uma onda de insatisfação entre os sócios. Para muitos, a decisão da diretoria representa uma quebra de confiança e um desvio da finalidade social do clube.
A sede praiana é vista como um patrimônio e um benefício essencial para os sócios contribuintes, que agora se sentem lesados pela perda do acesso ao espaço, que foi criado antes da emancipação de Rio das Ostras.
A ação coletiva visa contestar a legalidade e a legitimidade da decisão da presidência. Os sócios argumentam que o fechamento e o subsequente aluguel do imóvel para fins comerciais, especialmente para uma escola particular, contrariam o estatuto do clube e os direitos adquiridos pelos associados ao longo dos anos. O grupo busca reverter a medida e garantir a reabertura da sede para o uso dos membros do clube.
A situação coloca em xeque a gestão da atual presidência do Clube Comary, levantando questões sobre a transparência e a participação dos sócios em decisões de tamanha relevância. O desdobramento deste caso s pode estabelecer um precedente importante sobre os direitos dos sócios em clubes e associações.
A reportagem tentou contato com a presidência do Clube Comary para obter um posicionamento sobre a ação coletiva e os motivos que levaram ao fechamento e aluguel da sede, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








