Na primeira sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Campos (RJ), realizada na manhã desta terça-feira (23), o vereador Rogério Matoso (DEM), solicitou ao prefeito Wladimir Garotinho (PSD), a suspenção ou adiamento do Decreto 434/2020, que autoriza o reajuste do valor da cota mínima de água e esgoto no município.
O decreto foi publicado no final do ano passado, no apagar das luzes do governo Rafael Diniz (Cidadania).
Para o parlamentar, além de ser considerada uma covardia com a população, que nesse momento enfrenta segunda onda de contaminação pelo Coronavírus, o reajuste também é abusivo, já que o percentual de aumento é maior do que o da inflação acumulada durante o ano de 2020.
“A população foi surpreendida por esse reajuste, de 7,14% na conta mínima de água e esgoto, no penúltimo dia do ano, pela gestão anterior. Um absurdo, a população está enfrentando uma enorme crise econômica, muito perderam seus empregos, salários foram reduzidos e a água é um elemento fundamental, indispensável e imprescindível no combate a essa pandemia, destacou.
“O reajuste, não levou em consideração o direito a informação e a população não sabe nem o motivo desse reajuste. Para se ter uma ideia, o IPCA e o INPC bateram 4,52% e 5,45%, respectivamente, ou seja o reajuste da tarifa da empresa responsável pelo serviço de água e esgoto é muito maior”, declarou o vereador.
Matoso, destacou ainda, que sempre andou pelo município e acompanhou o sofrimento da população em relação a essa questão.
“Temos uma lei estadual que proíbe a cobrança da religação de hidrômetro, mas que por conta de um contrato mal feito em Campos, na década de 90, essa empresa cobra a nossa população esse serviço. Isso tem que ser revisto urgentemente. Quando chove, as ruas e muitos quintais transbordam esgoto. Sem contar que muitas comunidades sequer são atendidas pela empresa. Vamos lutar para que todo essas situações sejam reavaliadas”, afirmou Matoso.








