Em áudio oriundo de um diálogo com vendedores ambulantes, o prefeito de Rio das Ostras (RJ), Marcelino Borba, afirma que as medidas restritivas que estão vigorando na cidade são provocadas por determinação do Ministério Público e são também decorrentes das medidas impostas pelo governador em exercício Claudio Castro.
O áudio foi divulgado nesta terça-feira (30), durante o programa Direto da Redação, apresentado pelo jornalista Roberto Barbosa direto do Estúdio do Portal VIU!. O programa é transmitido por um pool de emissoras de rádios, que inclui a 104.9 FM (Rádio Energia, em Rio das Ostras), e Líder FM, no Noroeste Fluminense.
O programa também é transmitido em tempo real nas plataformas digitais do Portal VIU! (Youtube e Facebook).
*Fonte: Portal VIU!/Youtube
ENTENDA O CASO
Em Rio das Ostras, o decreto municipal proibiu as atividades dos ambulantes e também determinou o fechamento do comércio até o dia 4 de abril, o que provocou protestos no último final de semana.
Após as manifestações, o prefeito publicou um novo decreto permitindo o comércio delivery, mas manteve a proibição do funcionamento das atividades dos ambulantes.
“Só fechamos o comércio depois que o governador fechou tudo. Se ele fechou tudo, nós não vamos fazer o contrário”, diz o prefeito no áudio que foi divulgado com exclusividade no Direto da Redação.
Um dos ambulantes pede para o prefeito liberar o comércio delivery para eles também, no que Marcelino explica que o comerciante que atua na formalidade, tem um ponto fixo e pode ser vigiado pelos agentes do setor de posturas, o que, segundo ele, não seria possível com os ambulantes, em função das características do ramo, que provocaria aglomerações.
Marcelino cita a situação grave que o município enfrenta, com lotação nos hospitais, colapso no atendimento na saúde e afirma que vai cassar o alvará de quem for flagrado desrespeitando o decreto.
“São apenas 10 dias. Dez dias não mata ninguém não, amigo!”, diz o prefeito sobre o fato dos trabalhadores ficarem sem renda durante a vigência do decreto. “Ou essa cidade se organiza, ou essa porcaria vira zona”, disse.
“O senhor na campanha sempre falou que seria um prefeito pé no chão. E hoje o senhor vem e diz que 10 dias não mata ninguém… não mata ninguém quando a pessoa tem uma renda certa”, retrucou um dos ambulantes.








