Casimiro de Abreu virou uma farra; prefeito é decorativo e quem manda é o genro; empresas estariam atuando sem licitação
Em Casimiro de Abreu, na Costa do Sol, o Diário Oficial na internet ganhou apelido de cabeça de bacalhau. Ninguém acha. Desde que o prefeito Paulo Dames (PSB) assumiu o governo em primeiro de janeiro, o órgão oficial saiu do mundo virtual.
A versão impressa também não circula e nem precisa. Por uma razão simples: a prefeitura estaria contratando serviços sem licitar. A coisa seria tipo contrata primeiro e a licitação vem depois, conduta que afronta a lei 8.666/92, a lei das licitações. Diante da lei, licitar é regra, dispensa deste processo só por razões bem fundamentas e olhe lá!
Não se tem notícia de um único processo licitatório na “cidade do poeta” desde o dia primeiro, mas já tem máquinas, caminhões e outros serviços de empresas privadas atuando por conta da prefeitura.
Paulo Dames é o prefeito de direito, só que o governo de fato seria exercido pelo genro, o vereador Alex Neves e pelo ex-vice-prefeito Zé Alexandre, nomeado como secretário de administração. Já o genro não tem nomeação.
É algo horripilante diante dos requisitos da transparência pública. O vereador que deveria fiscalizar os atos do executivo seria uma espécie de mão invisível na ordenação da despesa do governo. Estaria nos bastidores executando contas que terá que julgar. Esta presença ostensiva do poderoso genro já se tornou notória por meio de denúncias nas redes sociais.








