Preso na tarde desta segunda-feira (16) em São Paulo, após mais de três anos sendo procurado pela polícia, o réu Paulo Cupertino Matias alegou que é inocente do triplo homicídio cometido contra a família do ex-namorado da filha em 2019.
Na chegada ao prédio do Departamento de Homicídios de São Paulo (DHPP), Cupertino afirmou que “vai esperar a Justiça para saber a verdade” sobre o caso.
“Eu sou inocente. A minha filha me condena, mas vamos esperar a Justiça para saber a verdade. Olha minha filha ontem e olha hoje”, disse o réu.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Osvaldo Nico Gonçalves, no interrogatório no DHPP Cupertino afirmou que “a filha tá muito mais feliz agora do que no tempo que ela namorava com o rapaz”.
“Ele falou pra mim da filha. Ele falou que a filha tá muito mais feliz agora do que no tempo que ela namorava com o rapaz. Ele falou pra mim isso, agora precisa ver com a filha dele. Ele chegou a falar pra mim que está com a consciência tranquila porque a filha tava muito mais feliz agora do que antes”, declarou Nico.
Após a prisão do pai, a jovem Isabela Tibcherani, de 21 anos, filha de Paulo Cupertino, disse nas redes sociais que passa por um momento de “mistura muito grande de sentimentos”.
“Fui informada do ocorrido. Não consigo falar muito [a] respeito agora, mas quero agradecer todas as mensagens e todo o apoio. É uma mistura muito grande de sentimentos e agora preciso de espaço. Grata. Isabela”, afirmou
Prisão na Zona Sul
Cupertino foi detido por policiais da 6ª. Seccional no Jardim Miriam, Zona Sul de São Paulo e levado inicialmente para o 98º Distrito Policial.
Após a prisão, ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde fez o exame de corpo de delito e depois foi para a Divisão de Capturas, no prédio do DHPP, no Centro da capital paulista, onde ficará à disposição da Justiça.
Segundo o delegado da 6ª seccional, a equipe de policiais recebeu uma informação de que Cupertino estaria na capital paulista, foram checar e encontraram o procurado.
Incluído na Difusão Vermelha da Interpol, Cupertino era o primeiro nome da lista dos criminosos mais perigosos e procurados de São Paulo.
De acordo com o Ministério Público (MP), o empresário assassinou a família porque não aceitava o namoro de Isabela Tibcherani, a sua filha de 18 anos à época, com o artista. Vídeos gravados por câmeras de segurança mostram o momento em que ele atira 13 vezes em Rafael, que tinha 22 anos, e nos pais do ator: João Alcisio Miguel, de 52, e a mãe Miriam Selma Miguel, 50.
upertino é acusado de triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. Ele, que atualmente tem 50 anos, nunca constituiu um advogado para defendê-lo. Além do empresário, dois amigos dele são réus no mesmo caso por terem ajudado o assassino a fugir (leia mais abaixo).
O assassinato foi cometido na frente da casa onde Isabela morava com a mãe, no bairro da Pedreira, Zona Sul da capital paulista. As duas não foram baleadas por Cupertino e sobreviveram. O empresário fugiu.
Listas de procurados

O nome, dados e fotos de Cupertino não apareciam publicamente na lista de criminosos mais procurados pela Interpol, também conhecida como Organização Internacional de Polícia Criminal. Ela tem a função de buscar mecanismos de cooperação entre as polícias no mundo para prender acusados de crimes que possam ter fugido para outros países.
Apesar disso, segundo fontes do g1, o empresário estava incluído na Difusão Vermelha do órgão. Em outras palavras, havia um mandado de prisão contra ele para ser cumprido em qualquer outro país.
Já no site da Polícia Civil paulista, Cupertino aparecia como o primeiro nome da página onde estão os 17 criminosos mais procurados pelas forças de segurança do estado. Não havia pagamento em dinheiro como recompensa para quem tivesse informações sobre o paradeiro de Cupertino.
Até junho de 2021, esses dois canais de denúncias da polícia de São Paulo receberam quase 90 endereços de possíveis esconderijos do empresário.
90 denúncias
Segundo o Instituto São Paulo Contra a Violência, os denunciantes disseram ter visto o assassino em 25 cidades paulistas, oito municípios de sete outros estados, em uma cidade argentina e em outros cinco locais não identificados.
As informações são do g1.








