Um policial militar foi preso na última terça-feira em Niterói, no Rio de Janeiro, acusado de participação no assassinato do namorado de sua ex-mulher. As informações são do UOL.
A investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo concluiu que o cabo Felipe Perimi de Freitas, da UPP do Borel, foi um dos três homens que atiraram em Leonardo Montezano Dias da Cruz no dia 12 de maio.
O crime aconteceu nas proximidades da casa de Leonardo, no bairro de Cantagalo. Inicialmente, a polícia trabalhava com a hipótese de latrocínio, mas o rumo da investigação foi alterado por depoimentos e objetos apreendidos com Felipe.
Namorada de Leonardo e ex-mulher de Felipe, Beatriz contou que o casal já havia sido vítima de assalto uma semana antes do assassinato.
“Um dos criminosos vestia uma calça militar, coturno e pediu que ela passasse o celular que estava nos seios. Ela afirma que não teria como ninguém saber disso, só o próprio Felipe ou outra pessoa que tivesse um relacionamento com ela. Tudo isso levantou muitas suspeitas sobre o policial militar”, disse Bruno Cleuder, delegado da Delegacia de Homicídios de Niterói.
Ainda segundo a mulher, um dos três criminosos responsáveis pela morte de Leonardo encostou a arma na cabeça do rapaz antes de efetuar o tiro à queima-roupa.
A investigação concluiu que Felipe teria ficado insatisfeito com o término de seu relacionamento com Beatriz, mãe de sua filha. Policiais encontraram na casa do PM um diário em que ele narra os altos e baixos de sua relação com a mulher.
Felipe confessou participação no crime
Com as pistas apontando para seu envolvimento, Felipe confessou participação no assassinato de Leonardo, mas afirmou que reagiu a ameaças feitas pelo rapaz. “Isso não é comprovado”, esclareceu Cleuder.
Além do ciúme de Beatriz, Felipe estaria preocupado com a influência de Leonardo sobre sua filha. Isso porque a vítima teria envolvimento com o tráfico de drogas na região.
Na casa do criminoso, a polícia encontrou um caderno com anotações, dois pen drives com fotos do relacionamento entre Felipe e Beatriz e prints do WhatsApp da mulher, ao qual o PM tinha acesso por ter instalado um programa espião no celular dela.
As informações são da Ponte Jornalismo.








