A pandemia do coronavírus já expressa uma tragédia em hospitais públicos na cidade de São Paulo e no Rio de Janeiro.
A UTI do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, enfrenta superlotação. De acordo com reportagem do jornal Folha de São Paulo, a unidade da rede pública paulista foi a primeira a ficar com 100% dos leitos ocupados com pacientes de Covid-19.
As vagas, segundo a reportagem, só surgem quando um paciente tem alta — ou quando alguém morre.
Com isso, “os médicos correm contra o tempo para adiar o momento em que, esgotados os recursos, terão de escolher entre quem receberá apoio para continuar vivo e quem não”.
O Estado de São Paulo tem o maior índice de pacientes infectados com coronavírus no país. Nesta quinta-feira (16), segundo dados oficiais, foram contabilizados 3.944 casos confirmados e 853 óbitos. Mas os dados são controversos, devido ao grande número de subnotificações.
Assinada pelos repórteres Patrícia Campos Mello e Eduardo Anizelli, a reportagem da Folha narram que ao andar pelos pelos corredores da UTI do Emílio Ribas, “é possível ver que o coronavírus não poupa os mais jovens”.
Segundo levantamento, 50% das 82 pessoas internadas com coronavírus na UTI e na enfermaria do Emílio Ribas têm menos de 60 anos. Apesar de a doença ser mais letal em idosos com mais de 70 anos (pessoas nessa faixa etária perfazem 70% das mortes), o que demonstra que a Covid-19 está longe de ser uma simples gripe para muitos dos jovens que se contaminam.
Na cidade do Rio de Janeiro, segundo informa o site Poder 360, 88% dos leitos públicos de UTI estão ocupados e um terço dos pacientes estão diagnosticados com Covid-19.








