Um contrato milionário, com dispensa de licitação que contempla uma empresa de banheiro químico sem licença do INEA;
Um contrato emergencial por 180 dias, no valor superior a R$ 6 milhões, para recolher e tratar o lixo em uma cidade balneária. A empresa contemplada nunca atuou no ramo. Seu cadastro nos órgãos oficiais é para atuar com aluguel e transporte de banheiro químico.
Esse negócio com cheiro de podre na cidade de Rio das Ostras-RJ é tema da reportagem de capa da revista VIU!, edição de julho, que começa a circular esta semana.
A edição digital já está disponível para leitura e compartilhamento.
A reportagem reforça as suspeitas sobre o contrato da prefeitura com a empresa Albanq Serviços e Locação de Equipamentos Ltda, que utiliza as iniciais RCR como nome fantasia.
Segundo apuração do Portal VIU!, a empresa não tem certificação nos órgãos ambientais e ainda assim, contrariando as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), chegou a atuar recolhendo lixo hospitalar, desde que assumiu os serviços no dia 29 de junho, depois que um anúncio publicado nos classificados do Jornal Fluminense, em Niterói, antecipou a transação.
O recolhimento de lixo hospitalar foi suspenso após a divulgação da reportagem. Nesta segunda-feira (18), VIU! entrou em contato com o INEA para saber se a empresa estaria buscando uma autorização junto ao órgão ligado a secretaria Estadual de Meio Ambiente, que é responsável pela emissão da licença. A assessoria de imprensa, apesar de acusar o recebimento do pedido de informações, não respondeu.
Nesta terça-feira (18), no entanto, a empresa Koleta, com sede no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, já estaria contratada pela RCR para terceirizar o serviço de recolhimento de resíduo hospitalar na cidade. A informação foi confirmada por uma funcionária da empresa.
No país das delações, da Lava Jato e prisões desenfreadas, o cheiro que exala no contrato emergencial e milionário do lixo em Rio das Ostras é uma demonstração inequívoca de que nesta cidade persisti um destemor de gestores públicos e empresários com as consequência que os negócios suspeitos na máquina pública podem gerar.
*Agência VIU!








