Em Campos-RJ dos Goytacazes-RJ pacientes estão morrendo por falta de atendimento; prefeito fecha postos de saúde e se nega a mostrar balancetes de gastos;
Da redação
É trágica a crise de gestão na saúde de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Médicos enfrentam atrasos de salários e falta de material nas unidades, como medicamentos, água e papel higiênico. Há relatos até de falta de energia, mesmo o governo tendo alugado geradores por R$ 5 milhões. O quadro se agrava com o fechamento de postos de saúde e pedidos de demissão em massa.
Clique e saiba mais sobre mortes no HGG
Em reunião extraordinária Faculdade de Medicina nesta quarta-feira (3) com representantes do Sindicato dos Médicos e do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (CREMERJ), médicos relataram a precarização que avança a passos largos diante do silêncio dos órgãos de controle externo.
De acordo com relatos, a situação se tornou insustentável mesmo depois que a categoria se reuniu com o prefeito Rafael Diniz (PPS) e a secretaria de Saúde, Fabiana Catalani, para uma exposição do quadro caótico. O governo ouviu, se apavorou, fez live no Facebook, prometeu solução, mas depois mergulhou em profundo silêncio.
“Dialogamos com os gestores e protocolamos documentos com as demandas médicas que precisavam ser prontamente atendidas pelo risco de sérios prejuízos à população e à qualidade do serviço que prestamos”, diz um trecho do manifesto divulgado pelos médicos.
ONDE ESTÁ O RELATÓRIO?
A situação se agravou e as demanda são varridas para debaixo do tapete, principalmente, depois que os médicos pediram um relatório dos gastos na saúde para entender a origem do quadro caótico, já que Diniz insiste numa narrativa de rombo sem mostra onde está buraco.
“Outubro iniciou com muitas unidades de saúde sem médicos. Por causa dessas demissões, a UBS do Farol já não conta com cerca de 17 médicos “RPAs” e como consequência encontra-se sem atendimento médico em vários dias da semana. No dia 02 foi noticiado que uma senhora que chegou em PCR (Parada Cardiorespiratória) na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Farol, faleceu sem atendimento médico. Ao ser levada para a UBS de Baixa Grande também não encontrou médico, pelo mesmo motivo: demissão”, diz.
Os profissionais também denunciam a redução de pessoal na Unidade Pré-Hospitalar (UPH) de Guarus e Saldanha Marinho.








