Empresas pagavam por contratos superfaturados e por apoio na Câmara de Vereadores em município paulista, diz PF;
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (13) o prefeito de Mauá (SP), Átila Jacomussi (PSB), no âmbito da Operação Trato Feito. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa formada para desviar recursos públicos em contratos na administração da prefeitura.
O esquema de corrupção envolve nove empresas que estariam pagando “vantagens ilícitas para os agentes públicos e políticos”, visando garantir contratos superfaturados. O mesmo esquema criminoso comprava apoio na Câmara Municipal de Mauá.
Esta investigação, segundo a PF, é um desdobramento da Operação Prato Feito, deflagrada em maio deste ano para apura corrupção na compra de merenda escolar em várias cidades.
Na ocasião, Átila Jacomussi chegou a ser preso e ficou quatro meses afastado da Prefeitura por decisão judicial, mas voltou ao cargo por meio de uma liminar expedida pelo ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
CRIMES CARACTERIZADOS NA PREFEITURA DE MAUÁ
1 – Organização criminosa
2 – Fraude em licitação
3 – Corrupção ativa e passiva
*As penas vão de um a 12 anos de prisão.
Nesta quinta-feira dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos pelos agentes, além de 54 mandados de busca e apreensão. Dois agentes públicos foram afastados da função.
A PF também informou que um contrato sob suspeita de fraude foi suspenso. A justiça também proibiu nove empresas de contratar com a administração pública.
De acordo com a Agência Brasil, “por meio de nota, o advogado Daniel Leon Bialski, que defende o prefeito de Mauá, Átila Jacomussi, informou que vai recorrer”.








