Ex-vereadora por 14 anos em Macaé-RJ, a professora Marilena Garcia entrou de sola na bancada de oposição do legislativo, que tenta impedir um convênio para realização de exames de quimioterapia e radioterapia no Hospital Público Municipal (HP).
“Câncer virou uma luta política em Macaé? Inacreditável!”, disse ao ser instada a comentar a polêmica que tergiversou da tribuna para as redes sociais.
ENTENDA O CASO
O debate se trava em torno de um projeto do prefeito Dr. Aluízio, que propõe um termo de cooperação entre o município e o Instituto de Medicina Nuclear (IMNE), para a realização de procedimentos nas instalações do HPM.
A iniciativa, segundo o prefeito, evitaria o deslocamento de 70 pacientes de Macaé para Campos, onde fazem o procedimento. O projeto deve ser votado na próxima semana diante de uma forte resistência dos parlamentares de oposição.
Marilena é ex-paciente. Enfrentou um câncer na mama, no pulmão e também foi coordenadora do programa Viva Mulher, do Instituto Nacional do Câncer (INCA).
O alfinete com o qual espetou a turma barulhenta foi grosado nesta experiência. Confira:
“Falta de humanidade, quando pacientes de câncer, na sua fragilidade e desinformação são expostos. Está causa conheço muito bem. No corpo e na alma. Fui vereadora durante 14 anos. Conheço o legislativo e o seu relevante papel na democracia. Como paciente e ex-paciente (mama e pulmão), há 30 anos , conheço na pele a dor, os desafios e medos. Fui coordenadora no INCA – Instituto Nacional de Câncer – , do programa Viva Mulher (mama e colo de útero). Conheci de perto as Práticas Oncológicas. Algum vereador macaense, tem coragem de incentivar pacientes oncológicos a se exporem numa luta de poder? Inacreditável!. Devemos incentivar pacientes oncológicos a serem acolhidos, para potencializarem os tratamentos, e terem maior possibilidade de viver mais tempo e melhor. Sem brigalhada cruel e desumana.”








