Dívidas com indenizações com proprietários de terras chegam a R$ 37,7 milhões, diz Veja
A edição de número 28 da revista VIU!, que circulou em junho do ano passado, tocava numa ferida exposta dos negócios empreendidos pelo ex-bilionário Eike Batista e herdado pela empresa Prumo Logística no Porto do Açu, na cidade de São João da Barra, no Norte Fluminense.
NA IMAGEM ACIMA Porto do Açu, na cidade de São João da Barra, no Norte Fluminense: empreendimento iniciado por Eike Batista é repleto de pegadinhas financeiras
A reportagem de capa intitulada Portolão abordava o desperdício de dinheiro do BNDES em negócios fracassados, como a compra de uma pedreira onde só tinha barro. O negócio custou R$ 21 milhões ao banco de fomento. Foi dinheiro seu, meu e de todos os brasileiros escorrendo pelo ralo.
Mas isso não é tudo. A era pós-Eike Batista é repleta de pegadinhas que continuarão surgindo no decorrer do caminho. A mesma reportagem falava sobre as polêmicas desapropriações de terras que desalojou pequenos produtores sem pagar uma única indenização.
Neste domingo, a coluna Radar On-line, assinada pelo jornalista Maurício Linha em Veja online, destaca outro presente de grego deixado para o Porto do Açu: uma dívida de R$ 37,7 milhões.
As dívidas indenizatórias são cobradas pelo escritório do advogado Antônio Maurício Costa.
Confira a nota:
Uma dívida de R$ 3 bilhões pode cair no colo de Eike Batista
Cabral defendeu-se dizendo que cabe ao grupo X cuidar das indenizações
Antes de ir à bancarrota com seu grupo X, o empresário Eike Batista ficou conhecido por fazer ótimos negócios. Nenhum deles, porém, com o mesmo resultado do Porto do Açú. Pelo terreno de seu mega-empreendimento, Batista fez um cheque de 37,5 milhões de reais ao estado do Rio, governado pelo amigo Sergio Cabral, a quem emprestava seus jatinhos. Foi uma pechincha.
A área, de 75 mil metros quadrados, valia 1,2 bilhão. Agora o governo do Rio se vê às voltas com pedidos de indenização dos proprietários daquelas terras, um pepino de 3 bilhões de reais. Questionado judicialmente, Cabral defendeu-se dizendo que cabe ao grupo X cuidar das indenizações (mas esse está em Curitiba). Eike está por aí, sonhando em reconstruir seu império com pastas de dentes e jogos de azar.








