Em Quissamã, no Norte Fluminense, surgem denúncias de negociações de vereadores eleitos em busca de cargos e benesses com o futuro governo
Por Claudia Freitas
A classe política precisa, urgentemente, aprender a resolver as diferenças ideológicas e partidárias no campo político para evitar a judicialização que ameaça a democracia. De Norte a Sul do país, qualquer disputa eleitoral ou debate em legislativo está baldeando para o denuncismo. O alvo mais recente de denúncias na Polícia Federal é a prefeita eleita de Quissamã, no Norte Fluminense, Fátima Pacheco (PTC).
Na cidade com apenas 20 mil habitantes, ela que ainda nem assumiu o cargo, é acusada de promover uma reunião para ditar os rumos da Presidência da Câmara Municipal para o biênio de 2017/2018. Da reunião teriam participado um grupo de vereadores, entre eles, alguns eleitos em palanques adversários, todos citados nominalmente na denúncia.
A reunião em si não configura ilícito, mas o que pesa é a tratativa mencionada por denunciantes, que envolveria troca de cargos e vantagens para parlamentares eleitos. É uma situação desagradável para uma cidade em crise, que tenta manter-se a custa de sacrifícios de programas sociais. Quissamã é uma das cidades mais castigadas pela crise na zona produtora de petróleo.
Fátima Pacheco terá longos desafios pela frente, pelo que tudo indica, no campo administrativo e jurídico. Opositores afirmam que ela é já investigada pela Policia Federal no Inquérito – IPL n.º 039/15-4 por falsidade ideológica.








