*Com Sputnik News
William Augusto, de 20 anos, o homem que foi morto após sequestrar um ônibus na ponte Rio-Niterói nesta terça-feira (20) não tinha antecedentes criminais, diz site da revista Istoé.
O sequestro foi transmitido ao vivo pela internet ao longo da manhã, inclusive o momento em que o sequestrador foi morto por um atirador de elite.
Momento em que o sequestrador é morto pelo snipe da PM. pic.twitter.com/GUuRNKeNwi
— Sindicato Corinthiano ⚓️🏁 (@Carlosjroficial) August 20, 2019
O homem estava com uma arma de brinquedo, uma faca e ameaçou usar gasolina para atear fogo no ônibus.
As negociações duraram 3 horas e meia antes de ele ser morto pela polícia. No total, William Augusto fez 37 pessoas reféns e deixou 6 saírem antes de sua morte.
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, comemora fim do sequestro na Ponte Rio-Niterói. https://t.co/ubafbBsUSw #BandJornalismo pic.twitter.com/8X7AOx0d6x
— BandNews TV (@bandnewstv) August 20, 2019
Após a execução de sequestrador, o governador Wilson Witzel chegou ao local de helicóptero e deu entrevista no local parabenizando os policiais pela ação.
“NEGOCIAÇÃO TEM LIMITE”
Para ex-comandante do Grupo Tático de Ações Especiais da PM-SP (GATE), coronel Diógenes Lucca, a operação policial foi perfeita.
Ex-negociador de situações de sequestro, ele destacou que quando ocorre algo desta natureza, a Polícia Militar e a sua tropa especializada devem utilizar as chamadas “4 alternativas táticas”: negociação, o emprego de técnicas não-letais, o tiro de comprometimento, que é o atirador de elite, e a invasão tática.
“É claro que nós sempre queremos resolver este tipo de ocorrência de forma negociada, que a negociação é a alternativa que mais se aproxima do grande objetivo do gerenciamento de uma crise dessa envergadura. E qual é o grande objetivo? É a preservação das vidas, incluindo todas elas, dos reféns, dos policiais e até do criminoso, a preservação da ordem pública e a aplicação da lei”, disse.
“Só que a negociação tem limite. A negociação é implementada, mas se o criminoso não coopera, ela começa a apresentar sinais de falência, começa a ter indicadores de risco em relação aos reféns, o gerente da crise é obrigado, por força doutrinária, a contemplar outras possibilidades. E no caso do Rio de Janeiro, me parece que foi exatamente isso o que aconteceu”, acrescentou o coronel.
Na ótica do gerenciamento de crise, segundo ele, “as melhores táticas foram adotadas”.
“Houve a contenção da crise, o isolamento da área, o estabelecimento da comunicação por meio negociação, só que perceberam que ela não estava dando frutos, e nesse caso optou-se pelo atirador de elite. No meu modo de ver, do ponto de vista do gerenciamento de crise, uma operação integralmente perfeita”, completou.







