Com marcas de espancamento, ele foi resgatado por uma equipe do Corpo de Bombeiros em Campos-RJ |
Da redação com O Diário |
Um homem foi encontrado vivo dentro de um túmulo do campo santo do Cemitério do Caju, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Com marcas de espancamento, ele foi retirado da cova pelo Corpo de Bombeiros nesta quarta-feira (03/02) e levado para o Hospital Ferreira Machado. A equipe ficou surpresa ao constatar que ele ainda apresentava sinais vitais.
A principal hipótese levantada é de que a vítima, de iniciais V.S.F.M, tenha sido espancada antes de ser jogada na sepultura, já que havia diversos hematomas espalhados pelo corpo, além de manchas de sangue em suas roupas. Ele vestia uma camiseta branca, que estava rasgada; uma bermuda jeans e apenas um pé de meia cor preta.
Num primeiro momento, ainda aparentando estar desorientado, e sem documentos, o homem teria dito aos militares que seu nome seria Oswaldo de Souza. A identificação correta aconteceu no Hospital Ferreira Machado (HFM), quando familiares chegaram à unidade para onde a vítima foi levada pelo Corpo de Bombeiros após os primeiros socorros realizados ainda no cemitério.
A proprietária do jazigo, que fica na quadra Z, foi ao Caju ontem para uma visita e notou que o túmulo estava violado. Ela comunicou à administração do cemitério, que encontrou a vítima e acionou a Polícia Militar e os Bombeiros.
A mulher teria pedido aos administradores para não ser identificada. Ela também não quis registrar o fato no livro de ocorrências disponibilizado pela administração para situações como essa.
O caso será investigado na 134ª Delegacia Legal (DL/Centro). Em contato com o delegado titular da unidade, Geraldo Rangel, no final da tarde de ontem, ele informou que ainda não tinha maiores detalhes sobre o caso, pois uma equipe ainda seria encaminhada ao HFM para colher informações que possam ajudar no trabalho investigativo da Polícia Civil.
CASO SEMELHANTE EM 2001
No dia 28 de agosto de 2001, funcionários do Cemitério do Caju viveram momentos de terror, quando um homem saiu de uma das covas, coberto de sangue. Era o ajudante de caminhão de refrigerantes, Pedro da Silva Cordeiro, que havia levado dois tiros na cabeça na noite anterior, ao ser confundido com um traficante. Ele deixou o cemitério e caminhou cerca de um quilômetro até o Hospital Ferreira Machado, depois de ter passado 15 horas desmaiado em uma cova.
À época, Pedro, com 43 anos, contou à polícia que estava atravessando a comunidade da Baleeira a caminho de casa, no Parque Prazeres, quando acabou sendo confundido por um grupo de 10 homens com um traficante da comunidade rival, Tira-Gosto (TG).
Ele foi levado para o cemitério, onde foi ferido com dois tidos e jogado numa cova, coberta por um pedaço de madeira. A vítima fingiu-se de morta e, após passar a noite lá dentro, saiu por volta das 12h, e andou pelas ruas da cidade até chegar ao hospital.








