O governo do Estado começou a desmontar o hospital campanha de Casimiro de Abreu, cuja estrutura chegou a ser montada no distrito de Barra de São João. A unidade seria um ponto estratégico para atender pacientes infectados pelo coronavírus na Região dos Lagos e Baixada Litorânea.
Nos próximos dias o hospital de Campos, que iria atender a região do Norte Fluminense e Noroeste Fluminense, terá o mesmo destino. A decisão foi anunciada pelo novo secretário do estado de Saúde, Alex Bousquet, em entrevista coletiva de imprensa durante a semana.
A secretaria de Saúde do Estado (SES) informou que caso haja necessidade de ampliação de leitos para atendimento aos pacientes com Covid-19, a SES planeja pactuar a contratação de leitos com a rede conveniada de saúde. As negociações nesse sentido já foram iniciadas.
O anúncio sobre a interrupção da montagem do hospital de campanha de Campos teve reação da classe política local, sobretudo em um período pré-eleitoral. Estava previsto que a unidade teria 14 leitos de UTI e outros 96 de Clínica Médica.
O deputado federal e pré-candidato a prefeito, Wladimir Garotinho (PSD), criticou a decisão: “É vergonhosa a condução do governo do estado no caso dos hospitais de campanha, além de todas as denúncias de corrupção agora vai desmontar o que sequer chegou a funcionar”, disse.
O prefeito de Campos, Rafael Diniz (Cidadania), também se manifestou por meio de um vídeo nas redes sociais. “No dia em que o Governo do Estado anuncia que o hospital de campanha não será instalado em Campos, conseguimos ir além dos nossos esforços: pedimos apoio ao prefeito Marcelo Crivella (Republicano), que doou 10 respiradores e 10 monitores para rede de saúde municipal”, afirmou Diniz.
ENTENDA O CASO
Inicialmente o hospital de campanha estava previsto para ser inaugurado em 30 de abril. Depois a data foi adiada para o dia 25 de maio e por último para o dia 12 de junho. O contrato assinado de forma emergencial entre os governo do estado e o Instituto Iabas para construção de sete unidades hospitalares, no valor de R$ 837 milhões, é alvo de inquérito do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro e da Polícia Federal, por “ter provas robustas de fraude”.
O empresário Mário Peixoto e seu filho Vinicius Ferreira Peixoto estão presos. Ele são suspeitos de integrar a sociedade do Instituto Iabas por meio de terceiros. Eles foram presos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Placebo, deflagrada pela força tarefa da Lava-Jato no Estado.








