ONG internacional diz que testemunhas e depoimentos apontam para participação de homens do exército na matança em São Gonçalo-RJ;
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Após ouvir testemunhas e examinar depoimentos de policiais presentes na cena do crime, a ONG Human Rights Watch afirmou nesta sexta-feira (11) que há indícios de que membros do Exército participaram da Chacina do Salgueiro, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, que deixou oito mortos em 11 de novembro de 2017. Seis meses após o incidente, ninguém foi punido.
A ONG afirma que as testemunhas e os depoimentos apontam que as roupas e os equipamentos dos assassinos correspondem aos dos homens do Exército que chegaram ao local do crime minutos depois. CONFIRA:
#RioDeJaneiro – Seis meses após a chacina do Salgueiro, ninguém foi responsabilizado. Os assassinatos ocorreram pouco depois de uma nova lei afastar os membros das forças armadas da justiça comum @exercitooficial https://t.co/oxY5yo0S61 pic.twitter.com/TeIUTdF80r
— HRW Brasil (@hrw_brasil) May 11, 2018
Um dos sobreviventes contou que homens atiraram de uma mata da região em direção a uma via pública do Complexo do Salgueiro. Os assassinos vestiam preto, tinham o rosto coberto, usavam luvas, lanternas em seus capacetes, e carregavam rifles equipados com lanternas e visão a laser, contou o sobrevivente.
O Comando Militar do Leste reconheceu ao jornal Extra que usou helicópteros em 7 de novembro de 2017 para transportar militares para zonas de mata no Complexo do Salgueiro.
As testemunhas também afirmam que integrantes da Polícia Civil e do Exército que foram ao local não prestaram socorro aos feridos e dificultaram as atividades quem tentou resgatá-los. A legislação brasileira prevê prisão para quem deixar de socorrer uma pessoa ferida caso esta vítima venha a falecer.
O laudo de um perito criminal obtido pela Human Rights Watch afirmou que os corpos haviam sido removidos e que a cena do crime não havia sido preservada.
*Agência Sputnik News








