O motorista André Luiz Mota Caetano, de 38 anos, há um mês passou a integrar a estatística de 13,4 milhões de desempregados no Brasil.
Ele perdeu o emprego na empresa Vivace, que serve alimentos nos presídios do Estado do Rio de Janeiro.
A empresa também tem contrato com a Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ), no Norte Fluminense, cidade em que reside com a esposa e um filho de 21 anos.
A filha de 18 anos já é casada e mora com o marido. A jovem também tem uma filha.
O emprego de Caetano sumiu do dia para noite e o desespero chegou. Falta orçamento, enquanto as despesas continuam chegando.
Nesta quinta-feira (31), ele cobriu-se com dois cartazes em forma de colete e saiu às ruas. Passou o dia na Avenida Alberto Lamego, área central da cidade e com grande fluxo de veículos, para sensibilizar possíveis empregadores.
No material de propaganda expressa o pedido desesperado por uma oportunidade de trabalho e difunde o número de dois telefones para contato.
“Fiquei desempregado no ano passado e fiz a mesma coisa para conseguir emprego. Fiquei em frente à Câmara de Vereadores. Surgiu o emprego na Vivace e trabalhei por um ano”, disse.
A rotina de Caetano é a mesma de milhões de pessoas que tentam sobreviver no país que caminha para uma recessão. Segundo o IBGE, o PIB brasileiro registrou uma retração de 0,2% no primeiro trimestre e a perspectiva do mercado é pessimista. O país deve fechar 2012 contabilizando um pibinho.
Não há perspectivas de recuperação econômica no horizonte. No país de desempregados, que voltou ao mapa da fome, o governo continua combatendo fantasmas ideológicos e só fala em redução de déficit. O desemprego foi um dos temas no Balanço da Semana, realizado nesta sexta-feira (31), no canal VIU!, quando reuni os economistas Ranulfo Vidigal e José Alves Neto para o bate-papo da semana.







