Entrando na reta final do seu primeiro mandato no executivo, o prefeito de Campos (RJ), Rafael Diniz (Cidadania), poderá enfrentar numa Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara de Vereadores para investigar os gastos com a Saúde.
O pedido está na gaveta do presidente da Casa Legislativa, vereador Fred Machado (Cidadania), aliado de primeira hora de Diniz. Segundo a bancada oposicionista, faltam apenas duas assinaturas para ser instalada a CPI.
Para dar uma resposta aos parlamentares oposicionistas, esta semana os vereadores aliados do prefeito criaram uma comissão especial na Câmara para acompanhar os gastos da prefeitura durante a pandemia do Coronavírus.
O município montou com recursos próprios o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus de Campos (CCCC), em um prédio anexo ao hospital Beneficência Portuguesa e recebeu do Governo Federal cerca de R$ 47 milhões para o enfrentamento da pandemia.
O vereador oposicionista Eduardo Crespo (PSC), publicou que o executivo gasta por ano R$ 800 milhões com a pasta. Ele cobra mais transparência nos gastos. “Queremos abrir uma comissão de inquérito e não uma comissão de faz de conta. A população está enjoada de ser enganada. Queremos uma comissão de inquérito, uma CPI da Saúde e os demais vereadores estão com medo de fazer isso. Por que será”, questionou Crespo.
No Ministério Público Federal (MPF) de Campos, um inquérito investiga a Saúde no município. O líder do governo no Legislativo, Paulo Genásio (PTB) afirmou que o Legislativo já está fazendo a sua parte acompanhando os gastos do executivo com a pandemia do Coronavírus.
A comissão criada pelo legislativo é formada pelos vereadores Igor Pereira (SD), Josiane Morumbi (PROS), Paulo Genásio (PTB), Cláudio Andrade (PTB), José Carlos (Cidadania) e Fábio Almeida (PSB).
Já para a criação da CPI, assinam o requerimentos os vereadores Álvaro Oliveira, Eduardo Crespo, Josiane Morumbi, Cabo Alonsimar, Paulo Arantes e Ivan Machado.








