Boletim interno anuncia processo administrativo para apurar a conduta de manifestantes |
Por Claudia Freitas
Mais uma decisão polêmica da gestão do governador em exercício Francisco Dornelles (PP) vem causando mal estar e preocupação a servidores do Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro. Na semana passada, um grupo de bombeiros realizou um ato em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo carioca, reivindicando a assinatura do decreto que reduz o interstício de promoções de cargos. Dois dias após, foi publicado no boletim interno da corporação a abertura de processo administrativo e conselho de disciplina para apurar a conduta de alguns bombeiros. Os acionados pelos comandos dos quartéis serão convocados para oitivas na corregedoria e, se comprovado desvio disciplinar, a punição pode chegar até a expulsão.
“Pegou a gente de surpresa [a publicação], porque o nosso ato foi pacífico e em favor de um decreto já aprovado na Alerj”, conta um dos bombeiros presentes no ato no Guanabara. A categoria aguarda pela assinatura do decreto que foi aprovado em sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em junho. A matéria trata do plano de carreira dos bombeiros da saúde, diminuindo de 12 para oito anos o prazo exigido para a primeira promoção de cargo.
Na época, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, o coronel Ronaldo Jorge Brito de Alcântara, assumiu o papel de cobrar do governo a assinatura e publicação do decreto no Diário Oficial, o que não aconteceu até o momento. Como o governo havia alegado impossibilidade fazer as promoções ainda este ano, em função da crise no estado, ficou acertado com representantes da categoria que o benefício só entraria em vigor no próximo ano.
A primeira publicação no boletim interno do CBMERJ foi em 27 de setembro, convocando oito servidores a prestar esclarecimentos à corregedoria interna, no prazo máximo de três dias após a comunicação do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). No dia seguinte, uma nova convocação implica nomes de outros servidores. Um dos bombeiros também terá que comparecer ao Conselho Disciplinar, o que pode resultar em expulsão.








