Um dos advogados de Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador Jairinho, deixou a defesa durante o segundo dia do julgamento do caso Henry Borel, nesta terça-feira (26). A saída de Sérgio Figueiredo, no entanto, não deve interromper o andamento do júri.
À imprensa, o advogado afirmou que a renúncia foi motivada por protesto e solidariedade a Fabiano Lopes, outro integrante da equipe de defesa, que sofreu um infarto no último sábado (23).
Na segunda-feira (25), a defesa havia apresentado novo pedido de adiamento do julgamento, alegando a condição de saúde de Fabiano. A solicitação foi negada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri da Capital.
Jairinho chegou a destituir a equipe de advogados, mas voltou atrás pouco depois. Para Sérgio Figueiredo, a decisão de manter o júri causou surpresa e demonstrou falta de consideração com o estado de saúde do colega.
O advogado também citou a rejeição de pedidos de nulidade apresentados pela defesa no primeiro dia do julgamento como um dos fatores que contribuíram para sua decisão de deixar o caso.
Segundo ele, Fabiano Lopes passou mal enquanto estava com a equipe em um hotel, durante preparação para o julgamento. Figueiredo afirmou que o colega concentrava informações importantes sobre partes do processo e que sua ausência teria impacto na estratégia defensiva.
Apesar da renúncia, o júri popular prosseguiu nesta terça-feira com a fase de depoimentos. Até o momento, foi ouvido o delegado Henrique Damasceno, que estava à frente da 16ª DP, na Barra da Tijuca, quando foi registrado o caso.
Ao todo, 27 testemunhas estão listadas no processo. A previsão é que o julgamento dure entre cinco e dez dias.
*Da Agência Fonte Exclusiva








