*Da redação
O câncer de mama é o tipo mais comum da doença entre mulheres brasileiras e tem como característica o desenvolvimento anormal das células da região mamária, que se multiplicam repetidamente até formarem um tumor maligno.
Para 2019, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 59.700 casos novos da doença, o que representa uma taxa de incidência de 56,33 por 100 mil mulheres.
A campanha Outubro + que Rosa, da Fundação do Câncer, pretende enfatizar a necessidade desta conscientização se estender para todos os meses do ano, relembrando que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença.
O mastologista Carlos Frederico Lima, da Fundação do Câncer, ressalta que o diagnóstico precoce é a principal arma para a cura da doença.
“É uma doença tempo-dependente, que precisa de um diagnóstico em estágio inicial, principalmente quando as lesões ainda são subclínicas, ou seja, sem ser detectadas pelo exame médico ou pelo autoexame. É necessário que a mamografia seja realizada regularmente, sendo a principal forma de se detectar a doença precocemente e, consequentemente, conseguir a cura”, ressalta.
O médico alerta para uma das características mais preocupantes da doença: ela pode ser silenciosa na fase inicial.
Os primeiros sinais podem ser imperceptíveis e por esse motivo a regularidade nos exames de rotina passa ser um fator de segurança, incluindo a mamografia.
O caroço no seio é um dos sintomas mais clássicos, que pode ser acompanhado de dor, segundo o especialista. Lima enumera outros sinais do câncer de mama: abaulamento de uma parte da mama, inchaço, espessamento ou retração da pele ou do mamilo, vermelhidão da pele ou com aspecto de casca de laranja e secreção pelos mamilos.
FATORES DE RISCO
De acordo com o INCA, o envelhecimento é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença, contudo, existem outros fatores de risco que estão relacionados à vida reprodutiva da mulher.
Também estão bem estabelecidos em relação ao desenvolvimento do câncer de mama: menarca precoce, não ter tido filhos, idade da primeira gestação a termo acima dos 30 anos, uso de anticoncepcionais orais, menopausa tardia e terapia de reposição hormonal.
O consumo exagerado de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas também são considerados como fatores de risco.
MITOS E VERDADES
Especialistas da Fundação do Câncer prepararam 6 dúvidas sobre a doença. Saiba quais são os mitos e verdades sobre câncer de mama!
1 – O uso de desodorantes favorece o aparecimento de câncer de mama?
MITO. Não existem estudos que comprovem esse dado.
2 – Praticar atividade física ajuda na prevenção?
VERDADE. O exercício aeróbico é indicado como prevenção e ajuda ainda mulheres que estão em tratamento. A atividade física é um tipo de terapia que beneficia o sistema imunológico, diminui a fadiga, melhora a saúde mental e diminui os efeitos colaterais da quimioterapia.
3 – Homens podem ter câncer de mama?
VERDADE. Os homens também podem ter a doença, já que eles têm tecido mamário. Estudos mostram que a média de idade da doença entre os homens varia de 50 a 70 anos. Na maioria dos casos a detecção é feita em estágio avançado, dificultando o tratamento.
4 – A amamentação ajuda a prevenir o câncer de mama?
VERDADE. Amamentar diminui o risco de a mulher desenvolver o câncer de mama. Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário. Assim, se houver células doentes, elas são eliminadas e renovadas.
5 – O sutiã pode aumentar o risco de desenvolver câncer de mama?
MITO. Não há evidências que comprovem isso.
6 – A mulher que menstrua mais cedo tem mais risco de desenvolver o câncer de mama?
VERDADE. Na menstruação a mulher produz hormônios, além da progesterona e do estrogênio, que estimula a proliferação das células da glândula mamária. No caso de haver alguma célula com câncer, elas podem se multiplicar.








