A privatização do heliporto do Farol de São Thomé, em Campos (RJ), entrou na pauta da pré-campanha.
O ponto de embarque e desembarque de petroleiros aquece a rede hoteleira e o comércio local, sobretudo, fora da temporada de verão e agora vai passar para administração privada. O heliporto está sob operação da Petrobras desde 1994, só que a entrada da iniciativa privada deve levar a estatal a se retirar do balneário.
Se de um lado deputado federal Wladimir Garotinho acusa o governo Rafael Diniz de entregar o controle à iniciativa privada, por outro lado o prefeito Rafael Diniz rebate acusando a família do parlamentar de não renovar o contrato com a estatal em 2014, ano em que sua mãe Rosinha Garotinho, estava a frente da Prefeitura.
Para Wladimir, no entanto, o que se prevê é um impacto negativo sobre a economia de Farol de São Thomé e da Baixada Campista, com desemprego principalmente no mercado hoteleiro e no comércio.
Segundo ele, o esvaziamento se dará, porque a decisão da Prefeitura fará com que as operações da Petrobras sejam transferidas para o Porto do Açu, em São João da Barra.
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“Quem vai sofrer com isso é na população da Baixada Campista e as pessoas que dependem desse heliporto para sobreviver. Infelizmente, tudo aquilo que havíamos dito e que o prefeito falou que não era verdade, se confirmou. Ele é um mentiroso”, disse Wladimir.
Em matéria que circulou nas redes sociais de membros do Governo e no site oficial da Prefeitura de Campos em março deste ano, o governo municipal chegou a reafirmar que a parceria com a Petrobras foi assinada em julho, garantindo o heliporto com a Petrobras até 2022.
A informação também chegou a ser veiculada no Portal VIU!, tendo como fonte a própria Prefeitura. Mas do Diário Oficial do Município, desta sexta-feira (03), publicou a homologação e adjucação da concorrência 001/2020, contemplando a empresa Infra Construtora, que já administra o aeroporto Bartholomeu Lyzandro.
Na ocasião, Diniz chegou a criticar o que chamou de notícias falsas, que estariam instabilizando os comerciantes de Farol:
“Isso acaba mostrando a forma como outros vêm trabalhando, querendo o ‘quanto pior melhor’. Esta é uma politicagem barata, que só traz atraso para nossa cidade. Agora a gente continua com reuniões e tratativas para poder avançar e realizar esta concessão. Queremos manter o heliporto, que é um investimento importante para a prefeitura, a Petrobras e nossa população, especialmente do Farol e da Baixada”, disse na ocasião.
O ato publicado nesta sexta-feira, no entanto, é assinado pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento de Campos (Codemca), Carlos Vinicius Vianna Vieira e o prefeito.
O processo licitatório prevê a cessão de serviços de administração das atividades aeroportuárias, operação, manutenção, segurança da aviação civil, segurança operacional e exploração comercial do Heliporto do Farol à empresa Infra Construtora Ltda.
A área do heliporto foi cedida a Petrobras em 1994, por um período de 20 anos, prazo que se encerrou em 2014.
De forma direta e indireta, o Heliporto gera cerca de 600 empregos na praia campista, movimentando hotéis, pousadas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais.








