Em cidade do interior do Estado do Rio, motos lideram estatísticas em acidentes de trânsito;
A rede de saúde do município de Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, atende uma média de sete acidentados com motos diariamente. É um índice alarmante, que já responde pela maior parte da ocupação do Centro de Terapia Intensiva (CTI) da emergência local. A situação preocupa e levou as autoridades a iniciarem uma campanha educativa no trânsito nesta segunda-feira (30).
A iniciativa da superintendência do Hospital Ferreira Machado (HFM), unidade que é referência regional no atendimento de emergência, tem apoio da Guarda Civil Municipal, Auto Pista Fluminense (concessionária da BR-101), Polícia Militar e Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT).
De janeiro a junho deste ano HFM atendeu 1.269 vítimas de acidentes com moto. A estatística inclui pacientes com com ferimentos, amputações, perda de movimentos e morte.
“O maior número de ocupação de CTI é de pacientes vítimas de acidente de moto. Muitos ficam com sequelas permanentes ou incapacitados para o resto da vida. Também vimos que o maior número de acidentados está na faixa etária de 20 a 29 anos, ou seja, extremamente jovens”, destaca o superintendente do HFM, Pedro Ernesto Simão.
No dia a dia, segurança é um tópico que não preocupa os usuários deste meio de mobilidade urbana. No primeiro dia de campanha, por exemplo, vários motociclistas foram flagrados usando sandálias, o que é proibido por lei. Uma mulher que carregava duas crianças – uma delas sem capacete – foi parada e orientada sobre os riscos de transportes de menores sem proteção.
O motociclista Francisco Rocha foi um dos abordados durante a campanha e apoiou a ação. No passado, ele fez parte das estáticas e sofreu um grave acidente. “Utilizo moto há 30 anos e já sofri acidente, sei como é triste. Acho muito boa essa iniciativa de alertar sobre os riscos que corremos. Andar sem capacete, por exemplo, pode ser uma diferença que nos faz perder a vida”, disse.








