Material obtido pelo Portal VIU! revela alta dose de desprezo e preconceito no crime da jovem em Conceição de Macabu-RJ;
Da redação
Depois da confissão do assassinato da jovem Dandara Ramos, de 21 anos, na zona rural da cidade de Conceição de Macabu, Norte Fluminense, na terça-feira (12), os relatos de Gabriel Barros Rangel, autor do crime e que mantinha um romance às escondidas com a vítima, já permite traçar o perfil de um homem calculista, preconceituoso e que não demonstra o menor afeto pela ex-parceira. Sua intenção se resumiria a uma única coisa: sexo.
O Portal VIU! obteve, com exclusividade, o áudio de uma mensagem que o executor passou para um amigo no dia de sua prisão. No áudio ele se diz inocente, denuncia a persistência do delegado e demonstra preocupação com o cerco que estava se fechando. Ouça áudio:
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Fonte: Canal VIU! – Youtube.com/canalviu
Dandara era uma morena bonita, alegre e despertava atenção nas ruas. Trabalhava como agente de endemias na prefeitura. Gabriel, um jovem também bonito (que na gíria é descrito como estilo bofão), era vaidoso e adepto do exibicionismo no Facebook. Ele é filho do ex-vice-prefeito da cidade Reginaldo Rangel. Tinha, portanto, um bom padrão de vida para a realidade local.
Consta que estava namorando uma engenheira na cidade de Rio das Ostras, com melhor condição social e status na visão interiorana. Do romance sem compromisso com Dandara veio a gravidez inesperada, o que teria levado o parceiro a executar o crime. Uma mulher pobre e grávida atrapalharia os planos com a outra namorada.
O DIA DA MORTE
Dandara saiu de casa por volta das 23h para encontrar-se com Gabriel. Não foi forçada, pelo que tudo indica. Provavelmente atendeu ao chamado pelo celular. O ficante ou amante traria o exame da gravidez. Ao entrar no carro, foi levada para uma região montanhosa, na zona rural, de difícil acesso. O local, segundo fontes ouvidas pelo Portal VIU!, foi visitado pelo casal em outras duas ocasiões para manter relação sexual. Neste último encontro, antes da execução com dois tiros, teriam tido a última relação. Ou seja, antes de matar, Gabriel consumou a satisfação sexual com quem jamais voltaria a se encontrar. Dandara foi executada com dois tiros na cabeça. O corpo, ao ser encontrado na noite de domingo (17), começava a entrar em decomposição.
PRESSENTIMENTO SOBRE A PRISÃO
O áudio disponibilizado no Canal VIU!, no Youtube, o assassino confesso enviou a um amigo no domingo (17), quando estava a caminho da Delegacia de Macabu para prestar o segundo depoimento. Na mensagem, finge o tempo todo ser inocente, mas no último trecho do áudio, demonstra a percepção de que os policiais estavam se aproximando da verdade e que naquele dia poderia ficar detido (confira áudio). Ele só teria decidido comparecer novamente a delegacia depois de se certificar que a polícia não encontrara o telefone da vítima, aparelho que teria jogado no caminhão do lixo depois do crime.
O celular despertava pânico, porque levaria os policiais a checar os telefonemas e troca de mensagens na noite de terça-feira, quando Dandara desapareceu.
Nos cinco dias em que a cidade procurava pela jovem, Gabriel trocou mensagens com alguns amigos em comum pelo Messenger. Trentou desviar as suspeitas do seu caminho, chegando a sugerir que uma amiga da vítima soubesse do seu paradeiro.
Outro detalhe: ele tenta o tempo todo esconder o romance. Não era apenas para evitar suspeitas, mas supostamente para ocultar a relação com uma mulher de classe social pobre. “Esta mendiga estragou a minha vida”, teria dito ao apontar o corpo da vítima a um policial na noite de domingo.
A polícia pediu a quebra do sigilo telefônico de Dandara, o que deverá sair no prazo de 10 dias. É possível que as investigações ainda revelem detalhes mais sórdidos de um romance clandestino que terminou em tragédia.
*Agência VIU!








