Ibama suspende atividades do mineroduto Minas-Rio e coloca pressão na cadeia produtiva da empresa sul africana;
A repetição de vazamentos no mineroduto Minas-Rio teve como primeira e drástica consequência a suspensão da licença de funcionamento concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o que obrigou a mineradora sul africana a conceder férias coletivas aos empregados envolvidos na operação.
A decisão do Ibama acaba tendo outros resultados drásticos sobre a cadeia produtiva da Anglo American e de suas empresas associadas, incluindo a Ferroport que é uma joint venture criada em parceria com a Prumo Logística Global para operar o terminal portuário de minério de ferro do Porto do Açu. Este fato deverá colocar pressão adicional sobre a saúde financeira da Prumo que já não andava bem das pernas para começo de conversa [2].
Para quem acha que a decisão do Ibama foi extrema, mostro um vídeo abaixo produzido pela BAND Minas Gerais dando conta da gravidade do problema ocorrido no mineroduto Minas-Rio, e que pode ser apenas a ponta do iceberg. VÍDEO:
A nota final nesse caso envolvendo o Minas-Rio é que a possibilidade deste tipo de vazamento, bem como suas consequências ambientais e sociais, já havia sido alertada por pesquisadores e movimentos sociais. Agora que o problema se materializou, fica todo mundo querendo fazer cara de paisagem.








