O avanço do tabagismo entre as mulheres voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde no Brasil. Depois de anos de redução no consumo de cigarros, dados mais recentes mostram uma mudança nessa trajetória.
Segundo o Vigitel, levantamento realizado pelo Ministério da Saúde nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, a proporção de mulheres fumantes passou de 7,3% em 2023 para 9,5% em 2024.
O crescimento também foi registrado no conjunto da população adulta pesquisada. Nesse grupo, o percentual de fumantes aumentou de 9,2% para 11,5% no mesmo período.
A alta preocupa porque o cigarro está relacionado a diferentes doenças graves. O tabagismo aumenta o risco de câncer, infarto, acidente vascular cerebral, enfisema pulmonar e outras doenças respiratórias e cardiovasculares.
Entre as mulheres, o consumo de tabaco também pode afetar a fertilidade e aumentar o risco de complicações durante a gravidez, como parto prematuro e baixo peso do bebê ao nascer.
Um dos principais problemas associados ao cigarro é o câncer de pulmão. O Instituto Nacional de Câncer estima 35.380 novos casos da doença por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Desse total, aproximadamente 16.650 casos anuais devem ocorrer entre mulheres.
O impacto do tabagismo também aparece nos números de mortalidade. Segundo o INCA, cerca de 477 pessoas morrem prematuramente todos os dias no país em consequência de doenças relacionadas ao consumo de tabaco.
Parar de fumar traz benefícios mesmo para quem manteve o hábito durante muitos anos. Após a interrupção, os riscos de diversas doenças diminuem progressivamente.
Tratamento gratuito pelo SUS
Quem deseja abandonar o cigarro pode buscar ajuda gratuita no Sistema Único de Saúde. O atendimento geralmente começa nas Unidades Básicas de Saúde e pode incluir acompanhamento profissional, atividades individuais ou em grupo e medicamentos para controlar a dependência de nicotina, quando houver indicação.
Em 2025, aproximadamente 2,1 milhões de pessoas receberam atendimento na rede pública em ações relacionadas à cessação do tabagismo.
O aumento do número de mulheres fumantes reforça a necessidade de manter campanhas de prevenção e ampliar o acesso ao tratamento, principalmente diante dos efeitos que o cigarro pode provocar ao longo dos anos.
*Da Agência Fonte Exclusiva







