Até 2030, estão previstas – entre Esperadas (demanda confirmada) e Prováveis – a entrada em operação de 57 unidades de exploração e produção (UPEs) de petróleo e gás. De acordo com o Panorama Naval do Rio de Janeiro 2020, estudo bianual da Firjan, para cada sistema em atividade estima-se a demanda de quatro embarcações de apoio.
O setor de Defesa apresenta uma grande demanda naval para a Marinha brasileira com a previsão de diversas contratações, em especial o Navio de Apoio Antártico em processo de licitação. Tais oportunidades podem gerar novos negócios para estaleiros e a cadeia de fornecedores tanto no Rio de Janeiro quanto no país.
Além disso, nos próximos 10 anos, haverá oportunidades nas áreas de descomissionamento e desmantelamento de plataformas e navios, e no setor de Cabotagem, cuja legislação está em processo de evolução regulatório no Congresso Nacional.
“Em 2018, a indústria naval passava por uma grave crise. De lá para cá, observamos uma demanda pujante para este mercado. A Defesa superou gargalos e o mercado de óleo e gás exibe enorme potencial com projetos a partir dos últimos leilões da ANP”, comemora o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Vieira.
A visão do mercado
De acordo com a gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação, Karine Fragoso, a edição 2020 do Panorama Naval traz as análises e a visão dos diversos atores que atuam nesse mercado. A instalação do Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro ratifica a união entre empresas públicas e privadas para o desenvolvimento das oportunidades na área de Defesa e desenvolvimento da economia do mar no Rio de Janeiro e no Brasil.
“Este ano, além das análises técnicas das empresas que atuam nesse mercado, a Firjan oferece ao mercado uma plataforma digital, com dados dinâmicos, que será constantemente atualizada com as principais informações da indústria naval fluminense e nacional”, destaca Karine.
Dados da ABEAM (Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo) projetam um incremento da frota de bandeira brasileira em operação, entre 2021 e 2023, para 376 embarcações em atividade. Hoje, esse número é de 300, com 63 embarcações ociosas.
O descomissionamento e desmantelamento de plataforma e navios é um mercado de enorme potencial nos próximos anos. O documento da federação, em artigo da Emgepron, estima mais de 100 plataformas petrolíferas para serem descomissionadas, em um mercado que gira em torno de R$ 90 bilhões.
O estudo Panorama Naval do Rio de Janeiro 2020 pode ser baixado no link https://firjan.com.br/publicacoes/publicacoes-de-economia/panorama-naval-no-rio-de-janeiro-2016.htm
Já a plataforma digital pode ser vista em https://www.firjan.com.br/o-sistema-firjan/setores-de-atuacao/construcao-naval/panorama-naval/default.htm
O lançamento do estudo ocorreu nesta quinta-feira, em evento on-line, com a participação de: Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente na Firjan; Paulo Rolim, presidente na ASSCENON; Luis de Mattos, presidente na SOBENA; Lilian Schaefer, vice-presidente Executiva na SYNDARMA/ABEAM; Adyr Tourinho, diretor-presidente na ABESPetro; Walter Lucas da Silva, contra-almirante diretor-presidente na Associação do Cluster Tecnológico Naval -RJ; André Gabriel Sochaczewski, capitão de Mar e Guerra da Reserva da Marinha e gerente executivo de Logística da EMGEPRON; e mediação de Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval na Firjan.








