Operação apura esquema de pagamento R$ 100 milhões em propina para diversos funcionários públicos e agentes políticos |
Da redação
O ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (23/06), em Brasília, durante a Operação Custo Brasil, um desmembramento da Operação lava Jato. Ele ocupou cargos do primeiro escalão nos governos Lula e Dilma.
A Polícia Federal cumpre mandados de busca na casa do ex-ministro e de sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em Curitiba, e também no diretório nacional do PT em São Paulo, de acordo com a fonte.
Em comunicado, a Polícia Federal informou que cumpre nesta operação um total de 11 mandados de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva, mas não divulgou os nomes dos suspeitos. O ex-ministro Carlos Gabas (Previdência) é um dos alvos de condução coercitiva.
Paulo Bernardo, que deverá ser conduzido para São Paulo, é investigado, segundo a PF, em um esquema de pagamento de propina mais de R$ 100 milhões para diversos funcionários públicos e agentes políticos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre os anos de 2010 e 2015.
“[O pagamento era feito com o objetivo de] permitir que uma empresa e tecnologia fosse contratada para a gestão de crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos”, informou a PF.
“A referida empresa repassou mais de 70% de seu faturamento líquido para outras empresas, mediante simulação de contratos de emissão de notas fiscais simuladas, com o único intuito de manter o esquema em funcionamento”, acrescentou a PF em nota.
O advogado do ex-ministro Paulo Bernardo, Rodrigo Mudrovitsch, confirmou a prisão preventiva e afirmou não ver motivo para que seu cliente fosse preso. “A prisão não se justifica. O meu cliente não ocupa mais nenhuma função e sempre se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.”
Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre março de 2005 e janeiro de 2011. No governo da presidenta afastade Dilma Rousseff, ele passou a comandar a pasta das Comunicações, onde permaneceu até janeiro de 2015.
JORNALISTA CONDUZIDO
O jornalista Leonardo Attuch, responsável pelo site jornalístico Brasil 247, é um dos que prestam esclarecimentos à PF. “Attuch foi convidado a prestar depoimento judicial, o que será atendido de forma voluntária e espontânea. As solicitações da Polícia Federal estão todas sendo atendidas de forma voluntária”, afirma o site, ao acrescentar que os investigadores apuram dúvidas a respeito de um contrato entre a editora e a empresa Jamp Engenheiros Associados. “A Editora 247 considera esta uma boa oportunidade para esclarecer quaisquer dúvidas relacionadas a sua atividade empresarial e jornalística.”
*Com informações da Agência Brasil e Reuters








