A Polícia Federal (PF) anunciou a prisão dos supostos hackers investigados pela invasão de celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro.
Eles foram presos durante operação batizada de Spoofing, realizada nesta terça-feira (24), quando foram executados mandados judiciais em três cidades paulistas: São Paulo, Ribeirão Preto e Araraquara.
Um dos presos é um DJ de Araraquara, Gustavo Elias Santos, de 28 anos, conhecido por tocar em festas na cidade. “Estou chocada, tremendo”, disse sua mãe. “Tenho certeza que meu filho não está envolvido nisso, não.” Sua mulher, Suellen Priscila de Oliveira, também foi levada pela PF.
O homem preso em Araraquara é Walter Delgatti Neto. Delgatti, que já foi filiado ao DEM, tem 30 anos e responde a processos de estelionato. Foi preso três vezes por crimes como falsificação de documentos, receptação de material roubado, posse ilegal de remédios controlados e tráfico de entorpecentes. Apesar da filiação ao DEM, andava bastante ativo no Twitter desde 27 de maio, dias antes da primeira publicação do Intercept. Em muitos posts, pedia Lula Livre. Na última, comentou sobre o hack do ministro Paulo Guedes
A nota oficial da PF aponta que foram cumpridas 11 ordens judiciais, sendo sete mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária.
Há pouco mais de um mês, Sergio Moro é alvo de vazamentos de mensagens relacionadas à operação Lava Jato.
Nas mensagens, Moro (que presidiu o julgamentos no processo), e procuradores do Ministério Público Federal demonstram conduta polêmica, que geraram acusações de conluio.
Os vazamentos estão sendo revelados por meio de série de reportagens no site The Intercept Brasil, que não revelou aspectos da origem do vazamento.
Semanas antes, Moro havia relatado que seu celular fora invadido. Desde então, a PF tem trabalhado para averiguar o ocorrido.








