A pesquisa de intenção de votos realizada pelo Data VIU! Estratégia (DVE) entre os dias 18 e 19 de julho em Campos dos Goytacazes (RJ) aponta que a sucessão de 2020 na cidade será decidida na faixa de eleitores que ganham de 1 a 3 salários mínimos, com ensino elementar e ensino médio, e pelo segmento feminino.
É o nicho que concentra maior contingente eleitoral e que demonstra uma receptividade hostil aos governos em todos os níveis e instituições. Impõe uma reprovação de 68.1% ao governo Municipal e castiga o governo Bolsonaro com uma rejeição de 45,1%, uma das mais altas do país e não perdoa a imprensa local, por considerar inconfiável.
Segundo a pesquisa, 53% dos entrevistados diz não acreditar e nem sempre acreditar na imprensa de Campos.
Sobre as reações deste segmento eleitoral, refletem as deficiências no atendimento à saúde pública, transporte, alto índice de desemprego, segurança pública e comportamento de um segmento da imprensa que ao longo dos últimos anos se desapegou do leitor em troca de verba oficial e relações promíscuas.
Esses difusores de opinião estão na faixa etária de 25 a 59 anos e representam 65,6% do eleitorado. São usuários do serviço público, telespectadores de TV (maioria) e consome a maior parte das informações por meio dos telejornais e internet, neste último caso, com destaque para o Facebook e grupos de Whatsapp.
Com 500 mil habitantes, Campos dos Goytacazes é a maior cidade do Norte Fluminense. O atual prefeito, Rafael Diniz (Cidadania), candidato à reeleição, foi vereador e se elegeu em 2016 no primeiro turno, consumando uma derrota histórica do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho. Herdou uma crise financeira sem precedentes, dedicou-se ao saneamento as contas públicas, segundo ele endividadas, e paga um alto preço em decorrência das medidas austeras.
Pesquisa quantitativa é um retrato do momento. Os números que embasam as informações não mentem, desde que sejam capturados por meio de uma metodologia científica, pessoal qualificado na coleta de dados e um bom estatístico na concepção de um mapa amostral. Isso, talvez, explique um fato: todo candidato que briga com os números perde eleição.








