Operação Ad Infinitum faz busca e apreensão em endereços ligados ao ex-ministro de Temer, Aloysio Nunes Ferreira;
Apontado como operador financeiro do PSDB paulista, o ex-diretor da Dersa (estatal responsável pelas rodovias de São Paulo), Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira (19) na 60ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Ad Infinitum”.
Os agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Paulo Preto e ao ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira.
O Ministério Público Federal de Curitiba acusa o operador tucano de atuar na lavagem de dinheiro para abastecer um esquema de propinas existente dentro da empreiteira Odebrecht.
De acordo com agência Reuters, ele teria repassado R$ 100 milhões em 2010 a doleiros que abasteceram o chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, responsável pelo financiamento de campanhas eleitorais e pagamento de propinas a políticos.
Participam da operação 46 policiais federais. Eles cumprem 12 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva nas cidades de São Paulo, São José do Rio Preto, Guarujá e Ubatuba.
Segundo a PF, as investigações se basearam em depoimentos de colaboradores da Odebrecht e doleiros. Paulo Preto já é réu em duas ações penais, uma envolvendo as obras do Rodoanel Sul e outra sobre as obras do Sistema Viário de São Paulo.
Aloysio Nunes Ferreira, que foi chanceler no governo Michel Temer, atualmente é presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, vinculado ao governo do Estado de São Paulo.








