Advogado de Campos-RJ é acusado de oferecer suborno a Juiz em nome de Anthony Garotinho;
Da redação
A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (20), mandado de busca e apreensão na casa do ex-procurador da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, norte Fluminense, o advogado Luiz Fellipe Klein.
Ele foi interventor da Prefeitura de Campos na empresa de reboques e guarda de veículos Pátio Norte, no final do governo Rosinha Garotinho.
Aliado do ex-governador Anthony Garotinho, que está em prisão domiciliar, o advogado é apontado como suposto intermediário no oferecimento de até R$ 5 milhões ao juiz Glaucenir de Oliveira para evitar a prisão do ex-governador e de seu filho, Wladimir Matheus, durante a Operação Chequinho, no ano passado. Klein, segundo as denúncias, estaria agindo a mando de Garotinho.
A tentativa teria sido oferecida por meio de dois empresários, em novembro do ano passado e não se concretizou, segundo o magistrado. O juiz denunciou o caso após a polêmica envolvendo a transferência do ex-governador da UTI de um Hospital do Rio de Janeiro, para o Complexo Penitenciário de Bangu, medida duramente criticada em sessão do Tribunal Superior Eleitoral que anulou o decreto de prisão.
À época, Oliveira atuava como juiz substituto na Operação Chequinho, cujas investigações levaram o ex-governador à reclusão domiciliar.
Durante o cumprimento dos mandados Fellipe Klein não estava em casa. A PF foi informada por familiares que ele se encontrava em viagem ao Rio de Janeiro. O advogado, no entanto, foi intimado a comparecer até esta quinta-feira (21) à Delegacia da PF em Campos.
Na residência, os policiais recolheram documentos e equipamentos eletrônicos. O ex-procurador se tornou réu por corrupção ativa na ação que apura a tentativa de pagamento de propina. Na decisão que recebeu a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) e autorizou o cumprimento do mandado, o juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral de Campos, afirma que o “réu (Klein) tinha contato direto com os beneficiários da tentativa de corrupção em voga”.
O delegado da Polícia Federal, Paulo Cassiano Jr., admitiu que ainda não existe provas de que o advogado estivesse agindo em nome de Anthony Garotinho, embora conteúdo de escutas telefônicas demonstram ligações entre ambos.
Em nota, o advogado de Anthony Garotinho, Carlos Azeredo disse que as suspeitas de envolvimento de Garotinho com tentativa de suborno são “infundadas, ultrapassando as raias da leviandade”.
Para o advogado, os fatos “só podem ser fruto da obsessão que autoridades e determinados segmentos de Campos dos Goytacazes têm em justificar um processo marcado por arbitrariedades”. A reportagem tentou contato com o advogado Fillipe Klein, mas não conseguiu contato.
*Agência VIU!








