Para o jornalista Paulo Henrique Amorim, parte da imprensa brasileira militava no PIG (Partido da Imprensa Golpista). Ele tinha convicção e informação que a turma do PIG encheu as burras de dinheiro no governo do PT e na primeira oportunidade participou do golpe contra a presidente Dilma Rousseff.
Profissional de TV, do rádio, da mídia impressa e escritor, Amorim tornou-se um brilhante jornalista do meio digital, reinventando sua atuação nas redes sociais. Era, portanto, um jornalista completo.
Seu canal no Youtube (TV Afiada), Instagram e Facebook têm milhares de seguidores, todos admiradores de uma atuação combativa, contundente e de um jornalismo de opinião que não se encontra em qualquer esquina. O seu site, Conversa Afiada, é um primor e afiadíssimo.
Fonte: TV Afiada – Youtube
Para deleite de fãs e amigos, todo esse material está online, disponível para consulta, mostrando que PHA continuará atual como nunca neste país em que pouca coisa muda e a história sempre se repete como farsa.
Foi um crítico do golpista Temer. Era corrosivo em relação ao governo Bolsonaro. Sapateava sobre o ministro da Justiça e da Segurança Sérgio Moro. Também não poupava os colegas adesistas e governistas.
Enfrentou o andar de cima com uma coragem admirável e pagava um alto preço, respondendo a inúmeras ações judiciais, artifícios amplamente utilizados no Brasil para inibir a liberdade de imprensa.
Paulo Henrique Amorim faleceu na madrugada desta quarta-feira (10), em decorrência de um infarto fulminante. De acordo com o portal UOL, “ele havia acabado de retornar de um jantar com amigos e estava em casa, no Rio de Janeiro, quando passou mal”.
Recentemente foi afastado da apresentação do Domingo Espetacular, programa dominical da Rede Record. Segundo informações que circularam entre jornalistas, o afastamento se deu a pedido do governo Jair Bolsonaro.
CONTROVERSO E DE TEMPERAMENTO FORTE, destaca UOL
Paulo Henrique Amorim estreou no jornal A Noite, em 1961, foi correspondente em Nova York da revista Realidade e foi da Veja. Na TV, passou também por Manchete e Globo, onde teve fases como correspondente internacional, Band e TV Cultura. Em 1972, ganhou Prêmio Esso na categoria informação econômica pela reportagem “A renda dos brasileiros”, pela revista Veja.
Jornalista controverso Paulo Henrique Amorim era conhecido pelo temperamento forte, por vezes polêmico, e chegou a enfrentar processos na Justiça.
Em 2016 ele foi condenado por racismo contra o jornalista Heraldo Pereira, da Globo. Em um post em seu blog Conversa Afiada, publicado em 2010, Amorim chamou o colega de profissão de “negro de alma branca”.
Ele já havia sido condenado a pagar 30 salários mínimos por ofensas ao jornalista Merval Pereira.
“Olá, tudo bem?” Paulo Henrique Amorim ficou famoso pelo bordão “olá, tudo bem?”. O conhecido cumprimento surgiu após a participação do jornalista em uma edição especial da rede americana CNN. “A editora da CNN disse que gostaria que correspondentes estrangeiros saudassem o público americano na sua língua própria. Eu fiz uma vinhetinha falando ‘Olá, tudo bem?’, que é a maneira que nós brasileiros saudamos as pessoas”, disse ele ao extinto Programa do Porchat.
De volta ao hotel é que Paulo Henrique se deu conta de que havia encontrado um bordão: “Um americano que me viu na CNN me reconheceu e falou ‘olá, tudo bem?’ [imitando sotaque]. Aí eu [pensei]: ‘Opa, é um bordão’. E como diz o Boni, televisão é bordão”.








