Em depoimento na Justiça Federal do Rio nesta sexta-feira (05), o ex-governador Sérgio Cabral Filho jogou lama para todo lado.
Afirmou que a corrupção no sistema de transportes coletivos alimentou o governo Moreira Franco, vigorou no governo Brizola, assim como nas administrações de Anthony Garotinho e da esposa Rosinha.
HÁ CONTRADIÇÕES
Em depoimento recente, o empresário Jacob Barata afirmou que a corrupção só cessou no governo Brizola.
Na época, por sinal, o então governador fortaleceu a Companhia de Transportes Coletivos (CTC), que seria extinta no governo de Marcello Alencar.
PONTARIA
Sobre o governo Garotinho e Rosinha, Cabral mirou em dois desafetos. Disse que o dinheiro da propina foi usado na compra de uma emissora de TV afiliada a Band no sul do Estado.
Garotinho é autor de denúncias contra o ex-governador. Após ser informado sobre o conteúdo do depoimento, ele postou uma nota dos seus advogados no Facebook.
https://www.facebook.com/356754777706388/posts/2142773605771154?sfns=mo
Fonte: Facebook
Outro detalhe neste depoimento é a inclusão do nome do ex-deputado Jorge Picciani, que foi parceirão de Cabral. Ou seja, o ex-governador começou a dedurar os parceiros.
No círculo político há uma percepção: sem nada a perder, Cabral converteu-se em instrumento do Ministério Público Federal (MPF) para salvar a Lava-Jato.








