Dirigentes da CBF estão processando o senador Romário (PSB). O ex-jogador de futebol que se tornou político é acusado de utilizar o mandato para promover acusações torpes contra diretores da Confederação.
Romário, segundo a denúncia, teria pedido a coordenação da seleção de futebol feminino. Nesta fase era um doce de pessoa. Diante da negativa, passou a promover ataques contra os dirigentes, inclusive na tribuna do Senado. Entre os elementos de convicção, constam declarações do próprio senador elogiando a diretoria da CBF, antes, é claro, de ter o seu pedido negado. Isso tem nome: chantagem.
O senador também está se tornando um problema sério para a direção nacional do PSB. Ele está promovendo um festival de intervenções extemporâneas em diretórios municipais. Macaé e Petrópolis são os casos mais recentes. Nas duas situações Romário atropelou o estatuto e resoluções da legenda. O prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtepo, uma das vítimas do destempero, integra o diretório nacional do partido.
A direção nacional já demonstrou que não vai tolerar atropelos ao estatuto. Portanto, deve reformular o ato que lembra a cartilha da cartolagem. Macaé ingressou na justiça e o diretório de Friburgo entrou com medida judicial preventiva.
Romário é incontrolável. Não conhece vida partidária. Não sabe dialogar com militantes. É um discípulo retardatário da velha política. Se não sabe dialogar internamente no próprio partido, imaginem se fosse prefeito de uma cidade do Rio de Janeiro, como já chegou a cogitar antes de ser contemplado com cargos no governo do prefeito Eduardo Paes (PMDB).
A situação mais surreal nesta farra intervencionista é a de Macaé, no Norte Fluminense, onde uma senhora, denominada Danielle Kovarik, que nunca militou em política, conhece tanto de socialismo quanto uma mulher prendada conhece de noitadas, estava morando no exterior e chegou a ser nomeada presidente de uma Comissão Provisória que deve cair a qualquer momento. Virou chacota em redes sociais.
Imagens extraídas do Facebook demonstram que o fraco da socialista festiva é o pecado da gula, como retrata uma foto de sua página no Facebook. Ela é esposa de um alto funcionário da Odebrechet, Jason Kovalik. Alto lá: a Odebrecht não é aquela empresa que está metida no Petrolão? Isso não cheira bem. Digitais da Odebrecht começam a emergir no entorno de Romário.
Vale outro registro: a distinta senhora recém-chegada vinculou-se ao que há de pior na política macaense. Por falta de endereço na cidade (pasmem!), ela colocou como endereço da sede provisória, a casa do presidente do diretório municipal, Rodrigo Mosqueira, sem consulta prévia. Vai responder judicialmente.








