O ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (15), depois de uma passagem rápida e desgastante no cargo. Ele completaria um mês como ministro no próximo domingo (17).
Um das causas da saída é atribuída a sua recusa de adotar o protocolo de uso da cloroquina no combate ao coronavírus.
De acordo com a Folha de São Paulo, o ministro foi pressionado nesta semana por Bolsonaro para ampliar o uso do medicamento para pacientes com quadros leves da Covid-19, apesar da falta de evidências científicas sobre a eficácia.
Estudos recentes internacionais, publicados em revistas científicas de prestígio, não mostraram benefícios da droga em reduzir internações e mortes e apontaram riscos cardíacos.
Nesta sexta (15), Teich avisou Bolsonaro que não poderia mudar o protocolo sem comprovação científica sobre a eficácia da cloroquina no início do tratamento.
Em uma teleconferência com grandes empresários organizada na quinta-feira (14) pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fesp), Paulo Skaf, Bolsonaro afirmou que o protocolo sobre o uso da cloroquina “pode e vai mudar”.








