O médico responsável pela cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o procedimento realizado nesta quinta-feira (25), em Brasília, transcorreu conforme o esperado e não apresentou intercorrências. No entanto, a equipe médica avalia a possibilidade de um novo tratamento ou procedimento nos próximos dias, a depender da evolução clínica do paciente.
Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral no Hospital DF Star, na capital federal. A operação teve início por volta das 9h40, durou aproximadamente três horas e foi realizada com anestesia geral. Segundo os médicos, o ex-presidente já se encontra acordado, no quarto, e iniciou o pós-operatório imediato.
De acordo com o cirurgião Cláudio Birolini, foi implantado um reforço de polipropileno na parede abdominal para corrigir as hérnias. O foco da recuperação, nos próximos dias, será o controle da dor, a realização de fisioterapia e a prevenção de tromboembolismo. A previsão é de que Bolsonaro permaneça internado pelo menos até a próxima segunda-feira (29).
Além do acompanhamento pós-cirúrgico, os médicos observam com atenção as crises de soluço persistentes que o ex-presidente apresenta há meses. Segundo Birolini, o quadro afeta o sono e gera preocupação clínica. Um novo tratamento mais intensivo já está sendo adotado, e a equipe vai avaliar se será necessário realizar outro procedimento específico para lidar com o problema.
A cirurgia ocorreu um dia após Bolsonaro ter sido autorizado a deixar a Superintendência da Polícia Federal, onde está preso em Brasília. O ex-presidente cumpre pena após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
Durante o período em que Bolsonaro estava no centro cirúrgico, o senador Flávio Bolsonaro falou com a imprensa em frente ao hospital e leu uma carta escrita pelo pai. No texto, o ex-presidente comenta seu estado de saúde e confirma a indicação de Flávio como pré-candidato à Presidência da República em 2026.
Na carta, Bolsonaro afirma que enfrenta “duras batalhas” ao longo da vida, com impactos sobre a saúde e a família, e diz que toma a decisão de indicar o filho como forma de manter viva a representação política de seus apoiadores. O documento foi divulgado enquanto a equipe médica concluía a cirurgia e acompanhava o início da recuperação do ex-presidente
*Da Agência Fonte Exclusiva








