O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (12) que o enfrentamento ao crime organizado depende de cooperação internacional e maior integração entre governos.
A declaração foi feita durante a cerimônia de lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Ao comentar o diálogo recente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula afirmou ter sugerido medidas para ampliar o combate às organizações criminosas que atuam de forma transnacional.
Segundo o presidente brasileiro, o crime organizado deixou de estar concentrado apenas em áreas periféricas e passou a ocupar espaços estratégicos em diferentes setores da sociedade.
Durante o discurso, Lula ressaltou que facções e grupos criminosos possuem influência econômica e política, atuando inclusive em ambientes empresariais e institucionais.
“O crime organizado hoje atua a nível internacional”, declarou o presidente ao defender ações conjuntas entre países para enfrentar o avanço dessas organizações.
Lula também revelou ter mencionado a Trump a presença de brasileiros investigados ou ligados ao crime vivendo no exterior, especialmente nos Estados Unidos. Segundo ele, o tema foi citado como parte das discussões sobre cooperação internacional na área de segurança.
A fala ocorreu durante o lançamento oficial do programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa do governo federal que prevê investimentos e ações integradas para enfraquecer financeiramente facções criminosas e ampliar o combate ao tráfico de drogas e armas.
O programa será estruturado em diferentes frentes, incluindo fortalecimento do sistema prisional, investigação de homicídios, combate ao tráfico ilegal e ações voltadas à descapitalização das organizações criminosas.
Ao defender medidas mais rígidas contra o crime organizado, Lula afirmou que as facções se transformaram em estruturas complexas e internacionalizadas, exigindo articulação entre governos e forças de segurança de vários países.
*Da Agência Fonte Exclusiva








