Durante cerimônia de anúncios de investimentos da Petrobras e da Transpetro no Amazonas, nesta quarta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas à privatização da Eletrobras, concluída em 2022 durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao discursar no evento realizado em Manaus, Lula afirmou que a transferência do controle da estatal para a iniciativa privada representou um grande prejuízo ao país e classificou a operação como um erro histórico.
Segundo o presidente, o processo de privatização não trouxe os benefícios prometidos ao setor elétrico brasileiro e ainda elevou os custos administrativos da companhia.
“A privatização da Eletrobras foi o maior roubo deste país”, declarou Lula durante a solenidade.
O presidente também criticou o argumento frequentemente utilizado por defensores das privatizações de que empresas privadas operam com mais eficiência e responsabilidade financeira.
Durante o discurso, Lula mencionou mudanças ocorridas na remuneração da alta administração da companhia após a privatização.
De acordo com ele, o salário do presidente da empresa teria saltado de cerca de R$ 30 mil para valores entre R$ 300 mil e R$ 500 mil após a mudança no controle da estatal.
Para Lula, esse aumento demonstra uma distorção na gestão e contrasta com o discurso de austeridade defendido por apoiadores da privatização.
As declarações ocorreram durante agenda oficial voltada ao anúncio de novos investimentos da Petrobras na Região Norte, incluindo projetos ligados à exploração de petróleo e gás, logística fluvial e ampliação da infraestrutura energética no Amazonas.
Desde o início do atual mandato, Lula tem feito críticas recorrentes às privatizações realizadas no governo anterior, especialmente nos setores de energia e infraestrutura.
A Eletrobras segue como um dos principais alvos das manifestações do presidente, que já questionou publicamente o modelo de venda e a redução da participação do governo federal na companhia.
A privatização da empresa ocorreu em junho de 2022, quando a União deixou de ser acionista majoritária da companhia após uma oferta pública de ações aprovada pelo Congresso Nacional.
*Da Agência Fonte Exclusiva








