Desde o último domingo (21/12), a Havaianas se tornou foco de intensa polêmica após lançar seu comercial de fim de ano estrelado por Fernanda Torres, no qual a atriz sugere que as pessoas não comecem 2026 com o “pé direito”.
A campanha provocou críticas de políticos e apoiadores da direita brasileira, incluindo o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que incentivaram publicamente um boicote à marca.
Eduardo Bolsonaro mostra seu protesto contra a Havaianas e descarta as sandálias no lixo. O boicote à marca de fim de ano ganha força nas redes sociais. #Havaianas #Boicote pic.twitter.com/tZMGGZqxGq
— PortalVIU! (@Portal_VIU) December 22, 2025
Vídeos de consumidores destruindo sandálias Havaianas se espalharam pelas redes sociais, e muitos passaram a optar pelas sandálias da concorrente Ipanema.
O movimento ganhou força com a adesão de nomes como Luciano Hang, dono da Havan, e Eduardo Bolsonaro, estimulando seguidores a interromper o consumo dos produtos. Influenciadora Ally Camargo também viralizou ao descartar suas sandálias Havaianas, gesto que se repetiu em diversas redes sociais.
A reação impulsionou o crescimento do perfil da Ipanema no Instagram, que passou de 500 mil para mais de 900 mil seguidores em poucos dias. Em resposta, a marca publicou um comercial simples, mas com grande engajamento, celebrando a preferência dos novos consumidores.
A polêmica envolve ainda conexões políticas e culturais. A Havaianas pertence ao grupo Alpargatas, integrado à holding Itaúsa, que controla o banco Itaú. Entre os sócios do banco está Walter Salles, diretor do filme Ainda Estou Aqui, que levou Fernanda Torres ao Oscar.
A escolha da atriz, celebrada pelo presidente Lula e premiada com a Ordem do Mérito Cultural, gerou críticas por sua proximidade com o atual governo.
Eduardo Bolsonaro comentou sobre a campanha: “Escolheram para ser a garota-propaganda da sandália uma pessoa declaradamente de esquerda, que ainda fala para não começar o ano com o pé direito”.

Páginas de direita também sugeriram que franqueados da Havaianas considerem medidas legais contra a empresa, argumentando que a campanha assumiu um risco de gestão ao se envolver em questões ideológicas.
*Da Agência Fonte Exclusiva








