Preso nesta quinta-feira (18) em Atibaia, no interior de São Paulo, o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz exercia um papel importante no esquema das rachadinhas para Flávio Bolsonaro e há suspeitas de que poderia ser um elo com as milícias.
Os promotores afirmam que Queiroz gerenciava os recursos que angariava entre os salários dos funcionários do gabinete de Flávio, no período em que o filho Zero Um do presidente foi deputado estadual, na Assembleia Legislativa do Rio.
Uma parte do dinheiro era transferido por meio de depósitos fracionados para as contas do hoje senador, ou então pagava despesas pessoais. Nas investigações estão sendo analisados 116 boletos distintos de plano de saúde e mensalidades escolares da família do filho Zero Um, quitados em espécie aparentemente por Queiroz. A polícia do Rio tem um vídeo no qual o ex-assessor faz estes pagamentos.
Outra linha de investigação avalia o relacionamento entre Queiroz e o capitão Adriano da Nóbrega, miliciano PM cuja mulher e filha foram assessoras de Flávio. Adriano morreu nas mãos da polícia baiana, no ano passado.
O Ministério Público do Rio estima que Adriano transferiu mais de R$ 400 mil para as contas de Queiroz, segundo informa o Antagonista.
Dentre os motivos que levaram o juiz Flávio Itabaiana a expedir o mandado de prisão, está um áudio de WhatsApp enviado por Queiroz.
“Avisa pro doutor aí, se quiser algum contato pessoal com a cúpula de cima, faz contato, valeu?” Outro dado é que a mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, teria recebido R$ 174 mil em dinheiro, de origem desconhecida, para tratar custear a despesa do tratamento de câncer do marido no Hospital Albert Einstein.








