O prefeito de Campos (RJ), Rafael Diniz, jamais poderá ser responsabilizado por conduta omissa ou irresponsável frente ao combate à pandemia do novo coronavírus.
Ainda que esteja em cenário adverso sob o ponto de vista econômico, as medidas preventivas (com abertura parcial de alguns setores do comércio local) acompanhando a curva de contaminação, além das testagens seletivas e agora massivas nos bairros, refletem decisões que estão em consonância com as recomendações técnicas em nível mundial.
Até esta quinta-feira (19), o município contabilizava 1.474 casos confirmados de Covid-19, 91 óbitos e 451 pacientes recuperados. Estão sendo investigados 4.435 casos de Síndrome Gripal (SG) e 237 de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
No recente curso Journalism in a pandemic: Covering COVID-19 now and in the future, promovido pela Universidade do Texas (EUA) e ministrado pela jornalista norte-americana Maryn MacKenna, as maiores autoridades do mundo científico enfatizaram a necessidade do poder público atuar de forma responsável diante da crise pandêmica. O curso reuniu jornalistas de 160 países.
Entre os defensores da gestão responsável, está Thomas Frieden, renomado epidemiologista e ex-diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) no governo Barack Obama; assim como o consagrado infectologista da Universidade Minnesota (EUA), Michael Olsterholmn, e a doutora Sylvie Briand, diretora do Departamento de Preparação contra Riscos Infecciosos Globais da OMS (Organização Mundial de Saúde). Todos participaram do curso.
Pressões comerciais e calendário eleitoral são fatores que pressionam os gestores a cederem ante as tentações populistas durante este momento delicado do flagelo global. Contudo, não é isso que se vê no maior município do norte fluminense, ainda que as medidas protetivas possam refletir em desgaste político.
Neste momento de pandemia, em que a cidade precisa de decisões firmes, a gestão municipal está fazendo o que o conjunto da sociedade espera, por mais que os propagadores de infodemia atuem de forma tão perniciosa tanto quanto o novo coronavírus.








