“Isso aqui não é o Senado, não é a Câmara Federal. É um Tribunal de Justiça”, disparou o advogado, que denunciou pedido de propina
Da redação
Durante sustentação oral na 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Santa Catarina nesta quinta-feira (3), o advogado Felisberto Odilon Córdova acusou o desembargador Eduardo Gallo, relator do processo, de ter lhe pedido R$ 700 mil para julgar favoravelmente aos seus interesses.
A causa envolve uma disputa de R$ 35 milhões (agravo de instrumento interposto em execução de honorários).
“Isso aqui não é o Senado, não é a Câmara dos Deputados. Isso aqui é um tribunal de justiça. É preciso que a moralidade surja”, disse o advogado na tribuna e que ao sair chamou o desembargador de vagabundo.
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Eduardo Gallo disse que a denúncia é infundada, reclamou dos excessos e disse “nunca ter sido chamado de vagabundo em 25 anos de magistratura”. O desembargador pediu que o presidente da Câmara Cível, Raulino Brunning, decretasse a prisão do advogado.
“Então vamos nós dois presos, porque eu quero lhe quebrar à cara dentro da cela, seu vagabundo”, desafiou o advogado.
Brunning, no entanto, pediu vistas dos autos, suspendeu o julgamento e decidiu oficiar o Ministério Publico e OAB para acompanharem o caso.
A OAB-SC vai instaurar uma comissão para apurar os fatos. O presidente em exercício do TJ-SC, desembargador Alexandre d’Ivanenko, informou por meio de sua assessoria de comunicação que já tinha ciência do incidente e que pretende analisar o caso.
*Agência VIU!








